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Oracle levanta US$ 20 bi para expandir em IA

A Oracle captou US$ 20 bilhões em ações e títulos para financiar sua expansão em nuvem e inteligência artificial. A operação veio em meio a metas ambiciosas de receita até 2030 e a uma dívida já elevada.

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Logo da Oracle em prédio corporativo, símbolo da captação para IA e nuvem
Foto: Startups

Em resumo

A Oracle levantou US$ 20 bilhões em ações e títulos para financiar sua infraestrutura de nuvem e inteligência artificial, segundo o portal Startups. A operação foi anunciada em 2 de novembro de 2026 e ocorre enquanto a empresa busca mais que triplicar a receita até o ano fiscal de 2030, apesar da pressão de dívida e da reação negativa das ações.

A Oracle levantou US$ 20 bilhões em ações e títulos para financiar a expansão de sua infraestrutura de nuvem e inteligência artificial, segundo o portal Startups. A operação foi dividida em duas partes, com US$ 10 bilhões em ações e US$ 10 bilhões em dívida, em um movimento que reforça a estratégia da empresa para sustentar o crescimento em IA e cumprir metas agressivas até 2030.

O que a Oracle anunciou

A captação foi anunciada em 2 de novembro de 2026 e envolve a venda de ações e a emissão de títulos de dívida. De acordo com o material publicado pelo Startups, a companhia pretende usar os recursos para fins corporativos gerais, o que inclui investimentos, pagamento de dívidas, aquisições, dividendos e recompra de ações.

No braço de ações, a Oracle precificou a oferta de 86,2 milhões de papéis a US$ 116 cada. O valor representa desconto de 11,2% em relação ao fechamento de sexta-feira, 30. Já a parte em dívida tem vencimentos entre 2029 e 2046.

Por que a operação importa

A movimentação chama atenção porque a Oracle vem ampliando sua aposta em nuvem e inteligência artificial em um momento de forte necessidade de capital. Segundo o portal Startups, a empresa tem US$ 125,34 bilhões em dívidas e outros empréstimos registrados em 31 de agosto.

Ao mesmo tempo, a companhia quer acelerar a expansão de sua infraestrutura para atender à demanda crescente por serviços ligados à IA. A emissão de capital e dívida ajuda a reforçar o caixa e dá mais fôlego para investimentos de longo prazo, embora também aumente a exposição do mercado à alavancagem da empresa.

Como o mercado reagiu

Após o anúncio, as ações da Oracle recuaram 8,8%, para US$ 119,22, segundo a Reuters, citada pelo Startups. Com isso, a companhia acumulava perda de cerca de 39% no ano.

A reação mostra que investidores acompanham de perto o ritmo de gastos da empresa em inteligência artificial. A própria Reuters, mencionada na reportagem de origem, destaca que a Oracle tem receita inferior à de rivais de nuvem e exposição relevante à OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, que opera com prejuízo.

Estrutura da dívida emitida

A emissão de títulos foi organizada em cinco tranches, com prazos e taxas próprios. Todas têm juros fixos, entre 7% e 8,65%, e vencimentos entre 2029 e 2046.

A versão final da oferta não incluiu a tranche de juros flutuantes que havia sido mencionada em documento anterior enviado a reguladores. Entre os títulos já em circulação, os papéis com juros de 6,85% e vencimento em 2066 caíram mais de 1,2 centavo por dólar, de acordo com dados da Tradeweb.

Metas da Oracle até 2030

A captação também se conecta ao plano da Oracle de crescer de forma acelerada nos próximos anos. A empresa busca mais que triplicar a receita até o ano fiscal de 2030. A projeção é superar US$ 225 bilhões em receita e alcançar lucro ajustado por ação superior a US$ 21 nesse período.

Para comparação, a Oracle registrou receita de US$ 67,36 bilhões no ano fiscal de 2026. A diferença entre o desempenho atual e a meta de longo prazo ajuda a explicar a pressão por investimentos em infraestrutura e capacidade de processamento.

Na semana anterior ao anúncio, a companhia afirmou que os gastos com investimentos devem atingir o pico neste ano fiscal e no próximo. A Oracle também se comprometeu a levantar no máximo US$ 20 bilhões adicionais em financiamento para IA até o ano fiscal de 2030.

Além disso, Hilary Maxson, CFO da Oracle, disse que a empresa espera fluxo de caixa livre positivo no segundo semestre do ano fiscal de 2028. Esse indicador mostra quanto dinheiro sobra da operação depois dos investimentos, e costuma ser acompanhado de perto por investidores em empresas intensivas em capital.

O que esse movimento sinaliza para o mercado

A operação de US$ 20 bilhões mostra que a Oracle está disposta a usar diferentes instrumentos financeiros para sustentar sua expansão em IA. Em vez de depender apenas de caixa operacional, a empresa optou por reforçar a estrutura de financiamento em um momento em que o setor exige aportes elevados em data centers, nuvem e capacidade computacional.

Para o mercado, isso pode ser lido de duas formas:

  • como uma tentativa de acelerar a posição da Oracle em um mercado competitivo de inteligência artificial;
  • como um sinal de que a empresa está assumindo mais risco financeiro para perseguir crescimento mais rápido.

A leitura final depende da capacidade da companhia de transformar esse investimento em receita e margem nos próximos anos.

Perguntas frequentes

Quanto a Oracle levantou na operação?

A Oracle levantou US$ 20 bilhões, divididos igualmente entre ações e dívida, segundo o portal Startups.

Para que o dinheiro será usado?

A empresa disse que os recursos serão usados para fins corporativos gerais, incluindo investimentos, pagamento de dívidas, aquisições, dividendos e recompra de ações.

Qual é a meta da Oracle até 2030?

A companhia quer superar US$ 225 bilhões em receita no ano fiscal de 2030 e ter lucro ajustado por ação acima de US$ 21.

Resumo do movimento da Oracle

A captação de US$ 20 bilhões reforça a estratégia da Oracle de ampliar sua presença em nuvem e inteligência artificial, mesmo com dívida elevada e pressão no preço das ações. Segundo o Startups, a empresa precisa de capital para sustentar uma expansão que mira receita acima de US$ 225 bilhões até 2030 e um salto relevante de rentabilidade.