Cimed no futebol: mais de 10 clubes e uma nova jogada
Farmacêutica negocia novos patrocínios e vê nos produtos licenciados uma oportunidade de aproximar suas marcas dos torcedores.

Em resumo
A expansão da Cimed no futebol envolve negociações com mais de dez clubes após a saída das bets dos patrocínios. A farmacêutica pretende ampliar a exposição de suas marcas de consumo e desenvolver produtos licenciados, conectando a torcida à estratégia de crescimento em higiene pessoal e beleza.
A expansão da Cimed no futebol ganhou impulso com a abertura de espaços antes ocupados por casas de apostas. Em entrevista ao InvestNews, o CEO João Adibe Marques afirmou que a companhia negocia diferentes formatos de patrocínio com mais de dez clubes.
A empresa já mantém parcerias com Palmeiras, Cruzeiro e Seleção Brasileira. As novas conversas fazem parte de uma estratégia para ampliar o reconhecimento de suas marcas junto ao consumidor.
Cimed no futebol: o que está em negociação?
Segundo Adibe, a entrada das bets havia elevado os valores das cotas de patrocínio. A mudança nesse mercado abre, na avaliação do executivo, uma oportunidade para empresas de outros segmentos negociarem espaço nos uniformes.
O estágio informado é de negociação. A quantidade de clubes em conversa não corresponde, portanto, a novos contratos já fechados.
A estratégia também chega às prateleiras
O plano inclui desenvolver produtos licenciados com os clubes, aproveitando a identificação dos torcedores com seus times. A Cimed já aplica esse modelo em desodorantes da marca Super associados a Palmeiras e Cruzeiro.
Nesse formato, a parceria comercial reúne exposição da marca e uma oferta concreta de produto. A camisa apresenta o patrocinador, enquanto o item licenciado pode prolongar o contato com o público no consumo cotidiano.
Higiene e beleza ganham peso no negócio
A movimentação acompanha o crescimento das categorias de consumo dentro da Cimed. Segundo informações divulgadas a partir da entrevista ao InvestNews, esses produtos passaram de 31% da receita em 2021 para cerca de 60%.
A companhia também apresentou a meta de ampliar o faturamento de aproximadamente R$ 5 bilhões para R$ 10 bilhões. Categorias como higiene pessoal e beleza fazem parte desse plano, embora exijam investimentos maiores em marketing.
O futebol entra nessa estratégia como um canal para apresentar produtos, fortalecer marcas e construir relações comerciais com comunidades de torcedores.



