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Perfil dos usuários de IA no Brasil: 4 personas

Um estudo da Troiano com a Nico.ag mapeia como os brasileiros usam IA na jornada de compra e divide esse público em quatro perfis. O levantamento ajuda marcas a entenderem quando a tecnologia influencia decisão, comparação e escolha final.

5 min de leitura

Pessoa usando IA em um celular com gráficos de consumo ao fundo
Foto: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

Em resumo

Segundo o portal Meio e Mensagem, o perfil dos usuários de IA no Brasil foi mapeado em quatro personas pela Troiano com a Nico.ag, com base na jornada de compra. O estudo, divulgado em 6 de novembro de 2026, mostra que 85% dos brasileiros que usam IA recorrem às ferramentas em algum momento da compra, sobretudo para comparar, pesquisar e decidir.

O perfil dos usuários de IA no Brasil foi dividido em quatro personas pelo estudo As Faces da IA no Brasil: Redesenhando Negócios e Marcas do Futuro, da Troiano com a Nico.ag. Segundo o portal Meio e Mensagem, 85% dos brasileiros que usam inteligência artificial recorrem às ferramentas em algum momento da jornada de compra, mas fazem isso de maneiras diferentes, conforme o tipo de decisão, a percepção de valor e os receios em relação à tecnologia.

O que o estudo mostra sobre o uso de IA no consumo

A principal conclusão é que a inteligência artificial já deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio técnico. Ela passou a influenciar hábitos de consumo em diferentes etapas da jornada, da pesquisa inicial à validação da escolha.

De acordo com o levantamento citado pelo Meio e Mensagem, a IA aparece com mais força no meio do processo de compra, quando o consumidor já tem algumas opções em mãos e precisa comparar, organizar informações ou decidir entre alternativas. Isso ajuda a explicar por que a tecnologia ganhou espaço em tarefas como análise de preço, custo-benefício, logística e recomendação de produtos e serviços.

O estudo também mostra que a relação com a IA não é igual para todos. Há consumidores que veem a tecnologia como um recurso funcional, outros que a tratam como apoio emocional ou como uma espécie de assistente pessoal. Por isso, a pesquisa organizou os usuários em quatro perfis principais.

As quatro personas identificadas pela pesquisa

A Troiano e a Nico.ag cruzaram dois eixos para desenhar os perfis: o funcional, ligado ao uso técnico, informativo e repetitivo, e o emocional, ligado ao papel que antes era ocupado por relações humanas. Também consideraram a diferença entre delegar tarefas à tecnologia e ampliar capacidades já existentes.

Essas personas não são tipologias fixas, mas dominâncias de comportamento. Veja quais são:

  • IApédia, 38% dos indivíduos: é o perfil mais curioso e criterioso. Usa a IA para ampliar o entendimento sobre assuntos complexos e técnicos. Também é a persona que mais dispensa a tecnologia na jornada de compra, porque intensifica as pesquisas antes de decidir.
  • Faz-Tudo, 31%: prioriza eficiência, produtividade e ganho de tempo. Trata a IA como um assistente pessoal e delega tarefas repetitivas da vida pessoal, profissional e financeira, inclusive comparação de preço, custo-benefício e logística.
  • Concierge, 20%: usa a IA para organizar pensamentos e apoiar expressão e comunicação. É o perfil que mais se sente confortável em delegar a decisão final de compra à tecnologia.
  • BFF, 11%: estabelece um vínculo mais emocional com a IA. Enxerga a tecnologia como uma espécie de amigo e confia nas recomendações recebidas, porque a ferramenta conhece suas preferências e seu contexto.

Como a IA entra na jornada de compra

A pesquisa mostra que a inteligência artificial já participa de várias etapas da jornada de compra, mas com pesos diferentes. O uso mais frequente ocorre quando o consumidor já identificou algumas opções e precisa avançar na decisão.

Segundo o levantamento, os principais usos são:

  • 34,3% usam IA no meio do processo de compra, depois de conhecer opções;
  • 28% recorrem à tecnologia para comparação;
  • 25% utilizam para pesquisar produtos e serviços;
  • 32% fazem isso quando falta tempo para a ação;
  • quase 50% se baseiam na IA quando têm dificuldade para escolher entre muitas alternativas;
  • 11,4% usam a tecnologia para validar uma escolha;
  • 9% empregam IA no pós-venda;
  • 3% ainda não utilizam IA para decisões de compra.

Esses dados ajudam a entender que a IA não atua apenas como buscadora de informações. Em muitos casos, ela já funciona como uma camada de apoio à decisão, especialmente quando o consumidor quer reduzir esforço, ganhar velocidade ou ter mais segurança na escolha.

O que isso muda para as marcas

O estudo aponta que as ferramentas generativas já se comportam como um terceiro elemento na jornada omnicanal. Na prática, isso significa que marcas não dependem mais apenas da percepção direta do consumidor. Elas também precisam ser compreendidas e bem interpretadas pelos modelos de linguagem.

Segundo a pesquisa, isso altera a lógica da disputa por atenção. Cecilia Troiano, CEO da Troiano, chama esse movimento de Abismo Infinito, fenômeno em que há menos marcas no topo e mais espaço para ofertas nichadas. Em suas palavras, é como se “o meio da prateleira sumisse”.

Para as empresas, o recado é claro: não basta estar presente. É preciso construir posicionamento, reputação e consistência para que a marca seja encontrada, compreendida e recomendada pelos sistemas de IA.

Maria Laura Nicotero, fundadora e CEO da Nico.ag, reforça que as marcas precisam desenvolver inventários e assumir responsabilidade em uma construção coletiva. Isso é importante porque a relação com comunidades e nichos passa a influenciar a forma como a tecnologia interpreta e apresenta informações.

Por que entender esses perfis é importante

Saber qual é o perfil dos usuários de IA no Brasil ajuda marcas e profissionais de marketing a ajustar comunicação, conteúdo e experiência de compra. O estudo mostra que a IA pode atuar como:

  • ferramenta de pesquisa;
  • apoio para comparação;
  • assistente para tarefas repetitivas;
  • suporte para organização de ideias;
  • fonte de validação na decisão final;
  • referência emocional em casos mais próximos do BFF.

Na prática, isso significa que a mesma tecnologia pode ser usada de formas muito diferentes por públicos distintos. Uma estratégia eficiente precisa considerar essa diversidade, em vez de tratar todos os usuários de IA como um grupo homogêneo.

Perguntas frequentes sobre o perfil dos usuários de IA no Brasil

Quais são as quatro personas de usuários de IA no Brasil?

O estudo da Troiano com a Nico.ag identificou quatro perfis: IApédia, Faz-Tudo, Concierge e BFF.

Em que momento a IA aparece mais na jornada de compra?

Segundo o portal Meio e Mensagem, a maior incidência acontece no meio do processo de compra, quando o consumidor já tem opções para comparar e decidir.

O que as marcas precisam fazer com essa mudança?

A pesquisa indica que as marcas devem fortalecer posicionamento, reputação e presença em nichos, para serem bem interpretadas pelos modelos de linguagem e não apenas vistas pelo público.

Em resumo

O perfil dos usuários de IA no Brasil mostra uma mudança importante no comportamento de consumo. A tecnologia já participa da pesquisa, comparação e decisão de compra, mas de formas diferentes conforme o perfil do usuário. Para marcas, entender essas quatro personas é um passo essencial para comunicar melhor e se adaptar a uma jornada de consumo cada vez mais mediada por IA.