Marca relevante na era da IA: o que importa
A inteligência artificial acelerou a criação, mas não substituiu o que faz uma marca ser lembrada. O diferencial continua sendo repertório, critério e uma identidade clara.

Em resumo
Na era da IA, uma marca se torna relevante quando combina velocidade com critério, repertório e identidade. Segundo o portal propmark, a tecnologia já faz parte da rotina criativa, mas o que diferencia uma marca é a capacidade de decidir o que comunicar, por quê e como se conectar com as pessoas.
Na era da IA, uma marca continua relevante quando vai além da velocidade de produção e constrói identidade, repertório e critério para decidir o que comunicar. A tecnologia ajuda a criar mais rápido, mas não define sozinha o que merece ser feito, nem garante diferenciação.
O que mudou com a inteligência artificial
Segundo o portal propmark, a inteligência artificial já faz parte da rotina criativa. O texto cita o relatório State of Marketing & AI 2026, da Canva, que aponta que 97% dos líderes de marketing entrevistados usam IA diariamente em seu trabalho criativo.
Esse dado ajuda a explicar por que a discussão deixou de ser sobre acesso à tecnologia. Hoje, qualquer pessoa consegue gerar uma imagem, desenvolver uma identidade visual, escrever uma campanha ou montar um site em poucos minutos. O desafio passou a ser outro: se tanta gente usa as mesmas ferramentas, como evitar que as marcas fiquem parecidas demais?
A resposta, como mostra o artigo original, não está na ferramenta em si. Está na forma como ela é usada.
Produzir mais rápido não é o mesmo que produzir melhor
A principal armadilha da IA na criação é confundir eficiência com qualidade criativa. A ferramenta acelera processos, reduz etapas repetitivas e ajuda equipes a testar caminhos com rapidez. Mas isso não significa que o resultado final será mais original, mais relevante ou mais memorável.
O texto do propmark destaca que há uma preocupação crescente com a ferramenta e menos atenção ao que vem antes dela. Em vez de começar pela pergunta certa, muitas equipes começam pela plataforma, pelo comando ou pela quantidade de versões que conseguem gerar.
Esse atalho pode até funcionar para entregar algo no prazo. Mas, sem direção clara, o risco é criar peças bonitas e tecnicamente corretas, porém sem personalidade.
O que torna uma marca diferente
A relevância de uma marca depende de escolhas estratégicas, não apenas de execução. Isso inclui definir com clareza:
- o que a marca quer comunicar;
- por que essa mensagem importa;
- quais referências fazem sentido;
- como a identidade será percebida pelo público.
No artigo assinado por Pedro Assis, CMO as a service e fundador da Walks, a ideia central é que a criatividade está muito mais ligada à capacidade de conectar referências do que ao domínio de um software. Um repertório diverso abre espaço para soluções menos óbvias e mais consistentes com a identidade da marca.
Ou seja, a IA pode ajudar a acelerar o processo, mas a diferença continua vindo de quem conduz a criação.
Repertório faz diferença no resultado
Um dos pontos mais importantes levantados pelo texto é o peso do repertório. Quando um profissional busca referências apenas nos concorrentes, alimenta a ferramenta com exemplos parecidos e aceita a primeira resposta, a chance de chegar a algo genérico aumenta.
Em vez disso, o artigo sugere ampliar o repertório com referências que nem sempre estão diretamente ligadas ao projeto. Música, cinema, viagem, arquitetura, tipografia e comportamento do consumidor podem enriquecer o processo criativo e gerar caminhos mais originais.
Essa lógica também vale para o uso da IA. Pedir uma identidade visual sem contexto é diferente de apresentar à ferramenta informações sobre personalidade da marca, público, referências estéticas e objetivos de comunicação. Quanto mais rica for a entrada, melhor tende a ser a saída.
O papel da IA na rotina criativa
A inteligência artificial não deve ser vista como inimiga da criatividade. Pelo contrário, ela pode ser uma aliada importante quando usada para otimizar tarefas e liberar tempo para atividades mais estratégicas.
O próprio artigo informa que a Walks utiliza IA para ganhar eficiência em processos repetitivos. Isso permite dedicar mais energia ao que exige interpretação, sensibilidade e decisão.
O problema aparece quando a tecnologia passa a ocupar o lugar do pensamento. Nesse cenário, a marca corre o risco de seguir respostas prontas, perder singularidade e se tornar apenas mais uma entre tantas.
O mercado ainda valoriza decisão humana
Outro dado citado pelo propmark ajuda a reforçar esse ponto. A Adobe, em pesquisa publicada em junho de 2026, identificou que 85% dos criadores entrevistados defendem que a decisão criativa final permaneça com o profissional, mesmo quando ferramentas de IA participam do processo.
Isso mostra que a tecnologia pode acelerar, mas não substitui o julgamento humano. A etapa final continua dependendo de contexto, sensibilidade e critério.
Para as marcas, isso é essencial. Não basta produzir mais peças, mais vídeos ou mais publicações. É preciso construir uma identidade reconhecível e criar conexões reais com as pessoas.
O que vale criar daqui para frente
A pergunta mais importante para os próximos anos talvez não seja como usar todas as plataformas que surgirem, mas o que vale a pena criar. Essa mudança de foco exige mais do que habilidade técnica. Exige curiosidade, pesquisa e disposição para questionar soluções prontas.
Em um ambiente em que a velocidade se torna cada vez mais acessível, o diferencial deixa de ser apenas fazer rápido. Passa a ser decidir bem.
Para uma marca, isso significa:
- saber o que a diferencia;
- ter clareza sobre sua narrativa;
- usar IA como apoio, não como substituta da estratégia;
- manter consistência visual e verbal;
- investir em repertório antes da execução.
Perguntas frequentes
O que faz uma marca ser relevante na era da IA?
Uma marca se torna relevante quando combina tecnologia com identidade, repertório e critério. A IA acelera a criação, mas a diferenciação vem das decisões estratégicas.
A inteligência artificial substitui a criatividade humana?
Não. Segundo o artigo do propmark, a IA ajuda a otimizar processos, mas a decisão criativa final ainda depende do profissional.
Como usar IA sem deixar a marca genérica?
O caminho é começar pela estratégia, ampliar o repertório e alimentar a ferramenta com contexto. Assim, a IA deixa de repetir padrões e passa a apoiar soluções mais originais.
No fim, a relevância de uma marca na era da IA não está em produzir mais rápido do que as outras. Está em saber o que comunicar, por que comunicar e como criar algo que as pessoas realmente reconheçam e lembrem.



