Federações do Caribe apoiam Infantino na Fifa
A União Caribenha de Futebol declarou apoio à reeleição de Gianni Infantino na Fifa após consultar 25 associações nacionais. O movimento reforça a articulação política para a eleição presidencial de março de 2027.

Em resumo
A União Caribenha de Futebol apoiou a reeleição de Gianni Infantino na Fifa após consultar 25 associações nacionais, segundo o portal MKT Esportivo. O posicionamento foi divulgado em 6 de novembro de 2026 e reforça as articulações para a eleição presidencial de março de 2027, que também terá a candidatura de Kozo Tashima.
As federações do Caribe declararam apoio à reeleição de Gianni Infantino na Fifa, em um movimento que fortalece a articulação política em torno da eleição presidencial marcada para março de 2027. Segundo o portal MKT Esportivo, a decisão foi tomada pela União Caribenha de Futebol após consultas às 25 associações nacionais filiadas à entidade internacional.
O que foi anunciado
A manifestação da União Caribenha de Futebol oficializa o apoio do bloco regional à continuidade de Infantino no comando da Fifa. A posição foi divulgada nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, e amplia a lista de organizações que já sinalizaram preferência pela permanência do dirigente.
Infantino preside a Fifa desde fevereiro de 2016 e pretende disputar um novo mandato. A eleição está prevista para março de 2027 e deve contar também com a candidatura do japonês Kozo Tashima, ex-presidente da Associação Japonesa de Futebol.
Por que o Caribe fechou com Infantino
De acordo com o MKT Esportivo, a decisão da União Caribenha de Futebol foi justificada com base nos programas de desenvolvimento executados pela Fifa nos últimos anos. Entre os pontos citados pela entidade regional estão:
- construção e modernização de instalações esportivas
- formação de profissionais
- organização de campeonatos
- financiamento de projetos para categorias de base
- investimentos no futebol feminino
A CFU afirmou que esses programas ajudaram a ampliar a estrutura disponível às associações nacionais e a criar novas oportunidades de participação em competições. A entidade também destacou que muitas federações da região têm equipes administrativas reduzidas e dependem de recursos internacionais para manter projetos de formação, infraestrutura e torneios.
O peso político da decisão
O apoio das federações do Caribe chega em um momento de movimentação intensa nos bastidores da Fifa. Segundo o portal MKT Esportivo, a manifestação acrescenta um posicionamento regional às articulações das confederações continentais em torno da sucessão presidencial.
A União Caribenha de Futebol reúne associações vinculadas à estrutura da Concacaf, mas o anúncio não representa automaticamente uma posição unificada de toda a confederação continental. Ainda assim, o gesto tem relevância porque envolve 25 associações nacionais e ocorre às vésperas do processo eleitoral.
A CFU também defendeu a continuidade dos investimentos, acompanhada de mecanismos de acompanhamento dos recursos e de maior participação das associações nas decisões institucionais. Entre os temas mencionados estão transparência administrativa, prestação de contas e aperfeiçoamento das regras de governança.
Quem mais está na disputa pela Fifa
A declaração do Caribe ocorre após Kozo Tashima anunciar sua intenção de concorrer à presidência da Fifa em 2027. Segundo o MKT Esportivo, ele se tornou o primeiro dirigente a apresentar publicamente uma candidatura de oposição a Infantino para a próxima eleição.
A disputa também ocorre em meio a divergências ligadas a uma proposta da atual administração para reorganizar a exploração comercial dos direitos de mídia e patrocínio da entidade. O projeto, chamado Fifa Forward Enterprise, previa concentrar propriedades comerciais e audiovisuais em uma estrutura empresarial que poderia receber participação de investidores privados.
Entre os nomes associados às negociações estava Joshua Kushner, empresário norte-americano e irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Diante das críticas, a Fifa interrompeu o encaminhamento original da iniciativa.
Outros apoios já anunciados
Além do bloco caribenho, outras confederações já indicaram apoio a Infantino. O MKT Esportivo informa que a Confederação Asiática de Futebol anunciou sua adesão à candidatura do atual presidente, assim como a Confederação Africana de Futebol e a Confederação Sul-Americana de Futebol.
A Uefa, por outro lado, mantém sua oposição à continuidade de Infantino, conforme os posicionamentos apresentados nas discussões institucionais.
Entre os pontos que seguem no centro do debate estão:
- continuidade dos programas de desenvolvimento
- distribuição dos investimentos entre federações nacionais
- transparência e prestação de contas
- representatividade nas decisões da Fifa
O que esperar até a eleição de 2027
Com a eleição marcada para março de 2027, o cenário ainda pode mudar conforme novas candidaturas e novos apoios forem anunciados. O voto será definido pelas associações nacionais habilitadas a participar do Congresso da Fifa, conforme as regras eleitorais da entidade.
No caso das federações do Caribe, o gesto reforça a tentativa de manter o fluxo de investimentos e programas voltados ao desenvolvimento do futebol na região. Para a Fifa, o apoio também ajuda a consolidar uma base política em um momento em que a sucessão presidencial começa a ganhar forma.
Perguntas frequentes
Quem as federações do Caribe apoiaram na eleição da Fifa?
A União Caribenha de Futebol declarou apoio à reeleição de Gianni Infantino para a presidência da Fifa.
Quantas associações participaram da consulta?
Segundo o MKT Esportivo, a decisão foi tomada após consultas às 25 associações nacionais filiadas à entidade internacional.
Quem é o outro nome na disputa?
O japonês Kozo Tashima anunciou sua intenção de concorrer à presidência da Fifa em 2027 e é o primeiro opositor declarado a Infantino.
Resumo do cenário
O apoio das federações do Caribe amplia a rede de sustentação de Gianni Infantino na corrida pela Fifa e reforça a importância dos programas de desenvolvimento da entidade para regiões que dependem de financiamento internacional. A eleição de março de 2027 tende a ser marcada por disputas políticas, debate sobre governança e novas articulações entre confederações.



