Criptomoedas: Nubank e Mercado Pago suspendem saques
Nubank e Mercado Pago suspenderam temporariamente saques e depósitos de criptomoedas após instabilidades em fornecedores externos. As compras e vendas seguem disponíveis, mas as empresas ainda não informaram quando tudo será normalizado.

Em resumo
Segundo o portal Olhar Digital, Nubank e Mercado Pago suspenderam temporariamente, em 6 de novembro de 2026, saques e depósitos de criptomoedas por causa de instabilidades em fornecedores externos. As duas empresas não divulgaram os nomes dos parceiros nem prazo para normalização, mas mantiveram compra e venda de ativos digitais funcionando.
Nubank e Mercado Pago suspenderam temporariamente saques e depósitos de criptomoedas nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, após relatarem instabilidades em fornecedores externos. Segundo o portal Olhar Digital, as duas empresas não informaram quando os serviços serão retomados nem identificaram publicamente quais companhias estão por trás da falha.
O que aconteceu com Nubank e Mercado Pago
A interrupção atingiu apenas parte das operações ligadas a criptoativos. No caso do Nubank, a falha afetou o processo de verificação de transações com um fornecedor externo. A instituição afirmou que o problema não ocorreu em sua infraestrutura e que não há risco à segurança dos clientes.
Já o Mercado Pago informou que a instabilidade veio de um prestador responsável por monitoramento de riscos e prevenção à lavagem de dinheiro. Como medida preventiva, parte das transferências de criptomoedas para carteiras externas foi bloqueada.
Em ambos os casos, os ativos dos clientes seguem protegidos, e as empresas dizem acompanhar a situação para restabelecer os serviços assim que possível.
O que continua funcionando
Apesar da suspensão de saques e depósitos, as operações de compra e venda de criptomoedas continuam disponíveis nas duas plataformas.
Isso significa que o usuário ainda pode:
- comprar ativos digitais;
- vender ativos digitais;
- acompanhar a movimentação de sua conta;
- aguardar a normalização das transferências para carteiras externas.
No Nubank, a empresa reforçou que os demais serviços de criptomoedas permanecem ativos. No Mercado Pago, os depósitos recebidos podem sofrer atrasos, mas devem ser creditados automaticamente quando o sistema voltar ao normal.
Por que os serviços foram suspensos
As duas instituições atribuíram a interrupção a falhas em fornecedores externos, e não a problemas internos de suas próprias plataformas. O Nubank disse que a falha ocorreu em um serviço de verificação de transações, enquanto o Mercado Pago citou um incidente com um parceiro ligado ao monitoramento de riscos.
O Olhar Digital destacou que nenhuma das empresas revelou publicamente os nomes desses fornecedores. Também não foi informado um prazo para a retomada das operações.
No caso do Nubank, a Fireblocks, empresa mencionada na área de suporte da instituição, afirmou que sua plataforma e infraestrutura estão operando normalmente e negou que a interrupção tenha sido causada por seus sistemas.
O que isso significa para quem usa cripto nas plataformas
Para o usuário, a principal consequência é a limitação temporária de movimentação, especialmente para quem precisava enviar ou receber criptomoedas fora do ambiente da plataforma.
Na prática, o bloqueio afeta principalmente:
- depósitos de criptomoedas;
- saques de criptomoedas;
- transferências para carteiras externas, no caso do Mercado Pago;
- processamento imediato de alguns depósitos.
Como as compras e vendas seguem ativas, o impacto fica concentrado na parte operacional de transferência dos ativos, e não no acesso às contas ou aos saldos já mantidos nas plataformas.
Contexto do mercado cripto
As interrupções acontecem em uma semana marcada por preocupação com segurança no mercado de ativos digitais. Segundo o Olhar Digital, a Binance sofreu um ataque cibernético no fim de outubro, com roubo estimado em US$ 6,3 bilhões em criptomoedas. A empresa retomou gradualmente as retiradas em 1º de novembro.
A reportagem também cita outro episódio envolvendo a Mercado Bitcoin, que informou ter identificado um incidente de segurança em 2 de novembro e bloqueado cerca de US$ 11,2 milhões em ativos como medida preventiva. A corretora afirmou que não houve prejuízo aos clientes nem vazamento de dados.
Ainda assim, não há confirmação de que os casos de Nubank e Mercado Pago tenham relação com ataques cibernéticos recentes.
Há relação com ferramentas de monitoramento?
Uma hipótese mencionada no mercado envolve empresas especializadas em análise de blockchain, que ajudam instituições a identificar movimentações suspeitas. O Olhar Digital informa que essa possibilidade foi levantada, mas sem confirmação de que algum serviço desse tipo esteja envolvido nos casos atuais.
O ponto central, até o momento, é que Nubank e Mercado Pago mantêm sigilo sobre a identidade dos fornecedores afetados e não detalharam a origem exata das instabilidades.
O que o usuário deve fazer agora
Quem usa criptomoedas nessas plataformas pode acompanhar os canais oficiais das empresas para saber quando os serviços serão restabelecidos. Como não há prazo divulgado, a orientação prática é aguardar a normalização antes de tentar novas transferências.
Se você depende de movimentações frequentes, vale observar:
- se o depósito foi concluído ou ficou pendente;
- se a transferência para carteira externa foi bloqueada;
- se a compra e a venda seguem liberadas;
- se a empresa informou atualização sobre a normalização.
Perguntas frequentes
Nubank e Mercado Pago pararam de vender criptomoedas?
Não. Segundo o Olhar Digital, as operações de compra e venda continuam funcionando normalmente nas duas plataformas.
Os saques e depósitos serão retomados quando?
As empresas ainda não informaram uma data para normalização.
Há risco para os ativos dos clientes?
As duas instituições afirmaram que os recursos e as informações dos usuários permanecem protegidos.
Resumo do caso
A suspensão de saques e depósitos de criptomoedas no Nubank e no Mercado Pago foi tratada pelas empresas como uma resposta a instabilidades em fornecedores externos. Até agora, não há nome divulgado dos parceiros envolvidos nem previsão oficial de retorno dos serviços. Para o cliente, a principal mudança é a limitação temporária de transferências, enquanto compra e venda seguem ativas.



