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Canva quer virar verbo em nova campanha

A Canva lançou uma campanha para transformar seu nome em verbo e reforçar que a plataforma vai além do design. A ideia é lembrar o público de usar a ferramenta em qualquer etapa criativa.

5 min de leitura

Pessoas criando no Canva em campanha que quer transformar a marca em verbo
Foto: gerada por IA

Em resumo

Segundo o B9, a Canva lançou em 2026 a campanha “What Will You Canva Today?”, criada pela Goodby Silverstein & Partners para Estados Unidos e Canadá. O objetivo é ampliar a percepção da marca, mostrar que ela vai além do design e preservar a sensação de autoria em um produto cada vez mais movido por IA.

A Canva quer transformar seu nome em verbo com a campanha “What Will You Canva Today?”, criada pela Goodby Silverstein & Partners para Estados Unidos e Canadá. A ação busca ampliar a percepção sobre a plataforma, que hoje vai muito além do design gráfico, e reforçar a sensação de autoria em um produto cada vez mais movido por inteligência artificial, segundo o portal B9.

O que a campanha quer comunicar

A proposta da campanha é simples de entender e ambiciosa de executar: fazer com que “Canva” funcione como atalho verbal para tudo o que a plataforma permite criar. Isso inclui apresentações, vídeos, posts, sites, currículos, logos, impressos, whiteboards e outros formatos.

A troca da pergunta da homepage, que há quase 13 anos dizia “What will you design today?”, para “What will you Canva today?” é o centro da estratégia. A marca tenta sair da categoria de editor gráfico e ocupar um espaço mais amplo, quase como um sistema operacional criativo.

Segundo o B9, esse movimento nasce de um problema de percepção. A empresa identificou, em pesquisas, que parte do público conhece a ferramenta, usa para resolver uma tarefa específica e depois não volta. Enquanto isso, o produto cresceu muito além dessa primeira impressão.

Por que a Canva quer virar verbo

Virar verbo é um sonho clássico de marca. Não acontece por decreto, mas costuma ser um sinal de força cultural quando o nome passa a ser usado como ação. A Canva quer se aproximar desse território porque isso ajuda a consolidar sua presença no dia a dia das pessoas.

De acordo com o B9, a companhia já se descreve como algo maior do que uma plataforma de design. Hoje, ela reúne recursos de IA conversacional, criação de campanhas a partir de briefings, vídeo, sites, planilhas, email, pesquisa e automações.

Os números citados na reportagem ajudam a dimensionar essa ambição:

  • mais de 265 milhões de usuários mensais;
  • presença em 190 países;
  • receita anualizada de US$ 4 bilhões ao fim de 2025;
  • mais de 40 bilhões de designs criados na plataforma.

A campanha tenta condensar essa expansão em uma ideia fácil de lembrar. Em vez de explicar tudo o que a ferramenta faz, a marca quer que o próprio nome funcione como convite para criar.

Como os filmes mostram a ideia

A campanha foi desenhada como uma série de comédias que também funcionam como demonstrações de produto. O ponto, segundo a matéria do B9, é mostrar recursos sem transformar os filmes em tutorial.

Entre as peças citadas estão:

  • “Erase Your Ex”, em que uma mulher usa o Canva para apagar antigos namorados das fotos, até reconsiderar a decisão depois de receber uma mensagem;
  • “New Drink”, que acompanha uma equipe de café tentando criar uma nova bebida e, ao mesmo tempo, produzir o material de divulgação;
  • “Promposal”, sobre um estudante que reformula repetidamente um convite para o baile.

A lógica é apresentar o uso da plataforma dentro de situações cotidianas e engraçadas, com foco na experiência de criar, ajustar e refazer. A ferramenta aparece como parte da solução, não como protagonista explicativa.

Humanizar a tecnologia

A Goodby Silverstein & Partners também apostou em uma leitura mais humana da criação. Margaret Johnson, CCO da agência, afirmou que “tecnologia muitas vezes pode parecer fria”. A missão, segundo ela, foi colocar humanidade dentro da demonstração.

Isso aparece especialmente na parte externa da campanha. Nos outdoors, a Canva não mostra os designs prontos. Mostra as pessoas fazendo.

Em vez de exibir só o resultado final, a câmera assume o lugar da tela do computador e registra pequenos gestos de concentração e criação, como:

  • a língua para fora;
  • a caneta girando na mão;
  • os fones no ouvido;
  • o gato participando sem ser chamado.

Essa escolha visual muda o foco da peça. O destaque deixa de ser apenas o acabamento bonito e passa a ser a satisfação de ter conseguido criar algo por conta própria.

A estratégia por trás do reposicionamento

A campanha “What Will You Canva Today?” também marca uma mudança em relação a ações anteriores da marca nos Estados Unidos. O B9 lembra que, em maio, a empresa havia lançado “The Squirrelites”, campanha que inventava um culto fictício a esquilos no Brooklyn e depois revelava que toda a identidade havia sido feita no Canva.

Antes disso, a marca já havia testado no Brasil uma lógica parecida, com campanhas que criavam situações absurdas e depois mostravam que tudo tinha sido feito na plataforma. A nova fase, porém, tem outro foco.

Agora a prioridade é menos provar capacidade e mais criar lembrança de uso. Em outras palavras, a Canva quer que as pessoas pensem nela na próxima vez que tiverem uma ideia para colocar em prática.

O que isso significa para a marca

Na prática, a campanha tenta resolver dois desafios ao mesmo tempo. O primeiro é ampliar a percepção sobre o tamanho real da plataforma. O segundo é preservar a sensação de autoria num momento em que a inteligência artificial ocupa espaço crescente no processo criativo.

Esse equilíbrio é importante porque a promessa da Canva não é apenas acelerar a produção. É também manter a sensação de que a pessoa continua no comando da criação.

Ao transformar o nome em verbo, a marca tenta ocupar um lugar mais forte na cultura digital. Em vez de ser lembrada só como ferramenta, quer ser vista como uma ação: uma forma de criar, montar, testar e publicar.

Perguntas frequentes

O que significa “What Will You Canva Today?”

É a pergunta central da campanha da Canva, criada para reposicionar a marca e incentivar o uso da plataforma para diferentes tipos de criação.

A campanha foi feita para quais países?

Segundo o B9, a campanha foi criada pela Goodby Silverstein & Partners para Estados Unidos e Canadá.

Por que a Canva quer virar verbo?

Porque isso ajuda a reforçar lembrança de marca, ampliar a percepção sobre o produto e associar o nome da empresa à ação de criar.

Conclusão

A nova campanha da Canva mostra uma marca que quer ir além do design e entrar no vocabulário do público. Ao trocar “design” por “Canva” na pergunta central da homepage, a empresa tenta transformar sua plataforma em sinônimo de criação. É uma estratégia de branding que combina escala, humor e foco na autoria, em um momento em que a IA já faz parte do processo.