Black Friday 2026: consumidor mais exigente e dados
Dados mostram que o brasileiro está mais seletivo, esperando descontos reais e planejan do compras com antecedência.

Em resumo
A Black Friday de 2026 terá um público mais criterioso, segundo a Globo. 65% dos brasileiros esperam ofertas melhores que em 2025. A pesquisa indica que 84% só compram com preços realmente baixos, valorizando planejamento e confiança nas marcas.
A Black Friday 2026 será marcada por um consumidor brasileiro mais seletivo e consciente. Segundo dados divulgados pelo portal Meio & Mensagem, a expectativa por descontos maiores e a disposição para aguardar as melhores oportunidades têm mudado o comportamento de compra. Esta mudança requer que marcas e varejistas ajustem suas estratégias para atender a uma audiência que valoriza o custo-benefício real acima de tudo.
A pesquisa, realizada pela Globo com 2 mil pessoas entre 6 e 9 de outubro, revela um cenário de maior exigência. O levantamento aponta que o público não está apenas esperando por promoções, mas por ofertas que superem as do ano anterior. Essa postura impacta diretamente a forma como o varejo deve se posicionar no calendário comercial de fim de ano.
O aumento da expectativa por descontos
Os números indicam uma ascensão clara na busca por melhores condições. De acordo com o estudo, 65% dos consumidores esperam encontrar ofertas melhores do que em 2025. Esse percentual é superior aos 53% registrados na primeira onda do levantamento, realizada em junho.
Essa diferença de 12 pontos percentuais em poucos meses sugere que o consumidor está mais informado e comparativo. A paciência para esperar pela oferta ideal substitui a compra impulsiva. Para as empresas, isso significa que a vitrine digital precisa ser mais competitiva do que nunca, com preços que justifiquem a espera.
A regra dos 84%
Outro dado crucial é que 84% dos entrevistados afirmam que só realizam a compra quando encontram preços realmente inferiores aos praticados em outros períodos. Isso confirma que a Black Friday não é mais apenas um evento de movimento, mas um teste de confiança. Se o desconto parecer artificial, o consumidor irá embora. A autenticidade da oferta se tornou o principal gatilho de conversão.
Planejamento e antecedência nas compras
O comportamento do consumidor brasileiro também está mudando no que diz respeito ao cronograma. A parcela de quem começa a pesquisar produtos com três meses de antecedência subiu de 28% para 38%. Isso indica que a decisão de compra começa muito antes do dia 27 de novembro.
Além disso, o percentual de consumidores que comprariam antes de novembro caso encontrassem uma oferta satisfatória aumentou de 24% para 32%. Em contrapartida, caiu de 32% para 25% a parcela de quem pretende esperar especificamente pela sexta-feira da Black Friday. Essa tendência de antecipação libera caixa para o varejo e permite que os consumidores comprem em momentos de menor pressão nos sistemas de logística.
Categorias em alta e indecisão de marca
O levantamento também mapeou quais produtos ganham destaque na intenção de compra:
- Eletrônicos: avanço de 20% para 29%;
- Vestuário: crescimento de 20% para 27%;
- Eletrodomésticos: subida de 23% para 27%;
- Autocuidado: salto de 14% para 22%.
Apesar do interesse por essas categorias, a lealdade à marca ainda não é o fator dominante. Apenas 13% dos consumidores afirmam já saber exatamente quais produtos e marcas pretendem adquirir. Isso abre espaço para marcas emergentes ou para estratégias de comparação de preços, onde o valor pode ser mais decisivo que o nome da empresa.
Fatores decisivos para a conversão
Para converter esse público indeciso, a pesquisa destaca os principais estímulos:
- Descontos relevantes: citados por 54% dos entrevistados como o principal motivo para comprar;
- Frete grátis: mencionado por 39%;
- Condições facilitadas de pagamento: apontado por 23%.
A confiança também desempenha um papel vital. 40% priorizam lojas onde já tiveram boas experiências, enquanto 32% consideram as avaliações de outros consumidores. Isso reforça a importância do pós-venda e da reputação online no ciclo de compra da Black Friday.
Estratégias multiplataforma no cenário 2026
Diante desse perfil mais exigente, as estratégias de comunicação precisam ser integradas. A Globo, por exemplo, aposta no projeto Globo Friday, que reúne entregas na TV, canais pagos, plataformas digitais e no Globoplay. A iniciativa "Momento Globo Friday" ocupa os intervalos comerciais de novembro, utilizando tecnologia como os Plugins Ao Vivo do Globoplay para integrar experiências publicitárias.
Para o mercado de marketing, a mensagem é clara: a Black Friday 2026 não será vencida apenas por quem tem o menor preço, mas por quem consegue oferecer uma jornada transparente, com ofertas reais e canais de atendimento eficientes. A confiança, construída ao longo do ano, é o ativo mais valioso para capturar a atenção desse consumidor que compara, espera e decide com critério.
O desafio para 2026 é transformar a expectativa em ação. Com 75% dos indecisos admitindo a possibilidade de compras não planejadas diante de uma boa oferta, a oportunidade de conversão existe, mas exige precisão. A vitrine certa, no momento certo, com o desconto certo, é a fórmula que os dados sugerem para o sucesso nesta edição.
Perguntas frequentes
O consumidor brasileiro está mais ou menos exigente na Black Friday 2026?
A pesquisa da Globo indica que o consumidor está mais exigente. 65% esperam ofertas melhores do que no ano anterior, e 84% só compram com preços realmente baixos.
Quais categorias de produtos têm maior intenção de compra?
Eletrônicos (29%), vestuário (27%) e eletrodomésticos (27%) lideram a intenção de compra, seguidos por produtos de autocuidado (22%).
Quanto tempo antes os brasileiros começam a pesquisar os produtos?
A parcela de consumidores que inicia a pesquisa três meses antes da data subiu de 28% para 38%, mostrando uma tendência de planejamento antecipado.



