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PUMA reduz prejuízo no 3º trimestre, mas vendas caem

A PUMA fechou o terceiro trimestre de 2026 com prejuízo menor, mas ainda sentiu a pressão sobre a receita. No acumulado do ano, a companhia melhorou o resultado líquido, embora siga projetando queda nas vendas.

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Fachada da PUMA com destaque para balanço financeiro e queda nas vendas
Foto: Charles J. Sharp / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Em resumo

Segundo o portal MKT Esportivo, a PUMA reduziu o prejuízo líquido no terceiro trimestre de 2026 e também melhorou o resultado acumulado dos nove primeiros meses do ano. O avanço veio apesar da queda de vendas, influenciada por menor demanda em mercados estratégicos, enquanto a empresa mantém expectativa de retração no faturamento até o fim de 2026.

A PUMA reduziu o prejuízo líquido no terceiro trimestre de 2026, mas ainda registrou queda de 6% na receita no período, segundo o portal MKT Esportivo. Entre julho e setembro, a marca faturou € 1,7 bilhão e diminuiu as perdas de € 62,3 milhões para € 54,9 milhões, em um cenário de menor demanda em mercados estratégicos e de avanço em sua reestruturação.

O que mostram os números do trimestre

O balanço divulgado pela companhia indica uma combinação de melhora no resultado e pressão sobre as vendas. A empresa conseguiu reduzir o prejuízo em 11,9% na comparação anual, mas não escapou da retração no faturamento.

Os principais dados do terceiro trimestre foram:

  • receita de € 1,7 bilhão, com queda de 6% na comparação anual;
  • prejuízo líquido de € 54,9 milhões, ante € 62,3 milhões no mesmo período de 2025;
  • EBITDA de € 11,4 milhões negativos, contra € 16,2 milhões positivos um ano antes.

Ainda assim, o desempenho não foi uniforme em todas as regiões. A Ásia-Pacífico apresentou crescimento no período, enquanto América do Norte, Europa, Oriente Médio e África seguiram pressionando os números.

Por que a receita caiu

De acordo com o MKT Esportivo, a própria PUMA atribuiu a queda no faturamento à combinação de reestruturação interna e desaceleração da demanda em mercados relevantes. A empresa também destacou impactos ligados à dinâmica dos canais de comercialização e às variações cambiais.

No terceiro trimestre, os custos das vendas recuaram 12,3%, o que ajudou a aliviar parte da pressão operacional. Mesmo assim, a companhia ainda sentiu efeitos de fatores extraordinários, como os reembolsos de tarifas alfandegárias, estimados em € 29,8 milhões, e impactos negativos de € 11,7 milhões associados ao programa de eficiência de custos.

Resultado acumulado de 2026 melhora

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, a PUMA apresentou uma melhora mais expressiva no resultado líquido. As perdas caíram de € 308 milhões, entre janeiro e setembro de 2025, para € 101 milhões no mesmo intervalo deste ano, uma redução de 67,2%.

Essa evolução foi favorecida por alguns fatores apontados pela companhia, entre eles:

  • menor custo de suprimentos;
  • efeitos de reembolsos de tarifas alfandegárias;
  • mudanças na participação dos canais de comercialização;
  • variações cambiais.

Mesmo com essa melhora, a receita acumulada também recuou. O faturamento caiu 7%, de € 5,7 bilhões para € 5,3 bilhões na comparação entre os dois períodos.

O que a PUMA espera para o fim do ano

A companhia manteve a projeção de queda nas vendas até o encerramento de 2026, especialmente por causa da menor demanda em América do Norte, Europa, Oriente Médio e África. No mesmo comunicado, a estimativa para o EBITDA anual permaneceu entre € 80 milhões e € 130 milhões negativos.

Segundo o diretor-executivo Arthur Hoeld, os resultados do trimestre ficaram dentro do esperado e fazem parte de uma fase de transformação da empresa. Em comunicado oficial, ele afirmou que o momento é de transição e de implementação de medidas estruturais voltadas à retomada do crescimento.

Mudança no quadro acionário

Outro ponto importante do período foi a oficialização, em outubro de 2026, da compra de uma participação de 29% da PUMA pela chinesa Anta Sports. Com a operação, a companhia asiática passou a ser a maior acionista da marca alemã.

Apesar da mudança na estrutura acionária, a PUMA reafirmou que seguirá atuando de maneira independente.

O que esse balanço indica sobre a PUMA

O resultado do terceiro trimestre mostra que a empresa conseguiu avançar no controle das perdas, mas ainda enfrenta um ambiente de demanda mais fraca em mercados-chave. O quadro sugere uma recuperação gradual, sustentada por reestruturação, redução de custos e melhora operacional em algumas frentes, mas sem uma virada imediata nas vendas.

Para o mercado, a leitura principal é clara: a PUMA conseguiu melhorar o lucro líquido, mas ainda precisa provar que a reorganização será suficiente para sustentar crescimento em receita e rentabilidade ao longo dos próximos trimestres.

Perguntas frequentes

A PUMA teve lucro no terceiro trimestre de 2026?

Não. A empresa registrou prejuízo líquido de € 54,9 milhões, embora o valor tenha sido menor do que no mesmo período de 2025.

A receita da PUMA cresceu no trimestre?

Não. A receita caiu 6% no terceiro trimestre, para € 1,7 bilhão.

A PUMA melhorou no acumulado do ano?

Sim. Nos nove primeiros meses de 2026, as perdas caíram de € 308 milhões para € 101 milhões, mas a receita também recuou 7%.

Em meio à reestruturação e à mudança acionária, a PUMA segue em busca de equilíbrio entre redução de custos e retomada de vendas. Os próximos resultados devem mostrar se a melhora no prejuízo começa, de fato, a se converter em tração operacional.