Comitê Olímpico dos EUA estuda nova empresa comercial
O USOPC avalia criar uma companhia para gerir os direitos comerciais do Team USA. O plano pode abrir espaço para investimento privado após Los Angeles 2028.

Em resumo
Segundo o portal MKT Esportivo, o Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos avalia criar uma empresa para administrar os direitos comerciais do Team USA. A mudança pode incluir capital privado e ganhar força após Los Angeles 2028, quando os direitos voltariam integralmente ao USOPC.
O Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos, o USOPC, estuda criar uma empresa para administrar os direitos comerciais do Team USA, com possibilidade de receber capital privado e reorganizar sua operação de marketing e patrocínio. Segundo o portal MKT Esportivo, a proposta ainda está em avaliação e pode mudar a forma como a entidade explora seus ativos após Los Angeles 2028.
O que está em estudo
A iniciativa prevê a criação de uma estrutura empresarial própria para concentrar a gestão dos direitos comerciais ligados à delegação norte-americana. A futura companhia, citada provisoriamente como United States Olympic and Paralympic Ventures (USOPV), teria como função desenvolver oportunidades de negócios para o Team USA, responsável por representar o país nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
De acordo com o MKT Esportivo, o desenho em análise inclui a possibilidade de participação de investidores externos. A ideia é separar a operação comercial da atuação institucional do USOPC, mantendo o comitê como responsável pelo desenvolvimento esportivo e pela representação da delegação.
Por que o plano ganhou força agora
A discussão ocorre em um momento em que a comercialização dessas propriedades já está vinculada ao ciclo de Los Angeles 2028. Hoje, os direitos são explorados em conjunto com o comitê organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Los Angeles 2028. Depois desse período, os direitos retornarão integralmente ao USOPC.
Esse cenário ajuda a explicar por que o comitê avalia um novo formato de administração. A transição abre espaço para uma reorganização dos negócios e para um modelo que possa ser usado nos ciclos posteriores aos Jogos de 2028.
Além disso, o calendário esportivo norte-americano inclui os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de 2034, em Salt Lake City, em Utah. A realização de duas edições em território nacional, com intervalo de seis anos, amplia o período de exposição das propriedades esportivas e o relacionamento com patrocinadores.
O que pode mudar na prática
Se avançar, a proposta pode alterar a forma como o USOPC estrutura suas relações comerciais com marcas e parceiros. O objetivo seria organizar a exploração de ativos com mais autonomia após o fim dos contratos ligados aos Jogos de 2028.
Entre os pontos considerados pela entidade, está a possibilidade de ampliar recursos para financiar atividades olímpicas e paralímpicas. Segundo o material divulgado pelo MKT Esportivo, o modelo também busca aumentar os valores destinados aos atletas e às organizações nacionais responsáveis pelas modalidades.
A presidente executiva do USOPC, Sarah Hirschland, confirmou ao Sportico que a entidade considera diferentes caminhos para estruturar o negócio, incluindo a participação de capital externo. O formato final, porém, ainda não foi anunciado.
O que ainda não foi definido
Apesar do avanço das conversas, vários pontos continuam em aberto. O USOPC não divulgou percentuais de participação que poderiam ser negociados, nem avaliações financeiras ou nomes de possíveis investidores interessados.
Também não há definição sobre o desenho final da nova companhia. Por enquanto, a ideia segue em fase de avaliação, sem anúncio oficial sobre a implementação da USOPV.
Um modelo que já encontrou resistência no passado
O MKT Esportivo informa que uma iniciativa semelhante da Fifa enfrentou resistência de confederações continentais e acabou interrompida. O caso serve como referência para mostrar que esse tipo de estrutura pode gerar debate no ecossistema esportivo, especialmente quando envolve direitos comerciais e entrada de investidores.
No caso do USOPC, a discussão acontece dentro de um contexto específico, com a proximidade de Los Angeles 2028 e a perspectiva de uma nova etapa comercial depois dos Jogos. Isso faz com que a decisão tenha impacto não apenas financeiro, mas também estratégico para o futuro da entidade.
O que o mercado deve observar
Para marcas, parceiros e profissionais da indústria do esporte, o movimento do USOPC merece atenção por alguns motivos:
- pode mudar a estrutura de comercialização do Team USA;
- pode abrir espaço para capital privado em uma entidade ligada ao esporte olímpico e paralímpico;
- pode redefinir a relação com patrocinadores após Los Angeles 2028;
- pode influenciar o planejamento comercial até os Jogos de Inverno de 2034;
- pode servir de referência para outras entidades que estudam modelos semelhantes.
A eventual criação da USOPV indicaria uma separação mais clara entre governança esportiva e operação de negócios. Na prática, isso pode dar ao USOPC uma ferramenta específica para explorar direitos comerciais em um ciclo de longo prazo.
Perguntas frequentes
O que o Comitê Olímpico dos EUA está estudando?
O USOPC estuda criar uma empresa para administrar os direitos comerciais do Team USA, com possibilidade de participação de investidores externos.
Quando os direitos voltam integralmente ao USOPC?
Segundo o MKT Esportivo, os direitos retornam integralmente ao comitê após Los Angeles 2028.
A nova empresa já foi confirmada?
Não. O formato ainda está em avaliação e o nome USOPV é provisório.



