Puma tem queda nas vendas e revisa projeção
A Puma teve recuo de 6,3% nas vendas no terceiro trimestre e ajustou sua projeção para 2026. A empresa mantém um plano para recuperar o desempenho após um período de pressão sobre o negócio.

Em resumo
Segundo o portal Mercado&Consumo, a Puma registrou queda de 6,3% nas vendas no terceiro trimestre de 2026, para 1,78 bilhão de euros, e revisou sua projeção para o ano. A empresa atribui parte da retração à demanda mais fraca e a efeitos indiretos da guerra no Oriente Médio, enquanto mantém um plano para recuperar os resultados.
A Puma teve queda de 6,3% nas vendas no terceiro trimestre de 2026, para 1,78 bilhão de euros, e ajustou sua projeção para o ano, segundo o portal Mercado&Consumo. A fabricante alemã de artigos esportivos segue com um plano para recuperar o desempenho, em um momento de transição para o negócio e de pressão sobre os resultados.
O que aconteceu com a Puma no 3º trimestre
De acordo com o Mercado&Consumo, a retração nas vendas veio na comparação com o mesmo período do ano anterior. Além da queda no faturamento, a companhia passou a registrar prejuízo antes de juros e impostos, o EBIT, de 11,4 milhões de euros. Um ano antes, o resultado havia sido positivo em 16,2 milhões de euros.
A empresa informou que a performance ficou em linha com as expectativas internas, mas reforçou que continua executando uma estratégia para reorganizar a operação e preparar a marca para voltar a crescer.
Quais fatores pesaram no desempenho
Segundo o veículo de origem, a Puma atribuiu parte da fraqueza ao enfraquecimento da demanda e a efeitos indiretos da guerra no Oriente Médio. O cenário adicionou pressão a um negócio que já vinha enfrentando dificuldades ao longo de 2025.
A companhia também informou que o ambiente de mercado segue desafiador, o que ajuda a explicar a revisão das projeções para 2026. O recado da empresa é de cautela, com foco em ajustes operacionais e na recuperação gradual do desempenho.
Como ficou a nova projeção da Puma para 2026
A Puma agora espera um prejuízo operacional entre 80 milhões e 130 milhões de euros em 2026. Antes, a estimativa era de perda entre 50 milhões e 150 milhões de euros.
A companhia também projeta queda das vendas ajustadas por câmbio no ano, em uma faixa de baixa a média de um dígito. Na prática, isso indica que a marca ainda não vê uma reversão imediata da pressão sobre a receita, mesmo com o plano de recuperação em andamento.
O que disse a empresa
Em comunicado divulgado na sexta-feira, o CEO Arthur Hoeld afirmou: “Nosso desempenho no terceiro trimestre ficou em linha com as expectativas”. Ele disse ainda que a empresa continua conduzindo a Puma por um ano de transição e lançando as bases para crescimento futuro.
A fala reforça que a companhia enxerga o momento atual como uma fase de reorganização. O foco, portanto, não está apenas em reagir ao trimestre, mas em preparar o portfólio e as parcerias para uma retomada mais adiante.
O histórico recente de pressão sobre o negócio
A Puma vem enfrentando dificuldades desde 2025, quando registrou forte queda nas vendas no segundo trimestre, em meio ao aumento das pressões tarifárias. Na ocasião, a empresa também passou a adotar uma postura mais clara de reposicionamento da marca.
Conforme os resultados preliminares divulgados em 24 de julho de 2025, a companhia registrou prejuízo líquido de 247 milhões de euros no segundo trimestre daquele ano. Esse contexto ajuda a explicar por que a revisão atual não surpreende o mercado.
Após a divulgação do balanço mais recente, as ações da fabricante alemã de artigos esportivos caíram 17,8% na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha. O movimento mostra como os investidores reagiram ao novo quadro de pressão sobre vendas, lucro e perspectiva para o ano.
O que isso sinaliza para a estratégia da marca
A leitura principal é que a Puma segue em fase de ajuste. O plano da empresa, segundo o material divulgado, envolve recuperar resultados e reposicionar a marca, com 2026 tratado como um ano de transição para o portfólio de produtos e as parcerias.
Para o leitor que acompanha o setor de artigos esportivos, o caso mostra três pontos centrais:
- a demanda continua sendo um desafio relevante;
- o cenário externo ainda influencia o desempenho da companhia;
- a recuperação depende de execução consistente ao longo dos próximos trimestres.
Mesmo com a revisão das projeções, a empresa mantém a estratégia de reconstrução. Isso indica que a prioridade agora é estabilizar a operação e criar base para crescimento futuro, em vez de buscar uma reação rápida no curto prazo.
Por que esse resultado importa para o mercado
A queda nas vendas da Puma interessa não apenas aos investidores, mas também a quem acompanha o varejo de moda esportiva e o comportamento do consumo global. Quando uma marca desse porte revisa projeções e admite pressão sobre o negócio, isso costuma refletir um ambiente mais seletivo para compra, além de maior necessidade de eficiência comercial.
No caso da Puma, o dado mais relevante não é apenas a queda trimestral, mas a combinação entre receita menor, prejuízo operacional e revisão de expectativa para o ano. Juntos, esses elementos ajudam a medir o tamanho do desafio enfrentado pela companhia.
Perguntas frequentes
Quanto a Puma vendeu no terceiro trimestre de 2026?
A empresa registrou vendas de 1,78 bilhão de euros, com queda de 6,3% na comparação anual, segundo o Mercado&Consumo.
Qual foi o resultado operacional da Puma no período?
A companhia passou a registrar prejuízo antes de juros e impostos, com EBIT negativo de 11,4 milhões de euros.
A Puma mudou sua projeção para 2026?
Sim. A empresa agora espera prejuízo operacional entre 80 milhões e 130 milhões de euros e queda das vendas ajustadas por câmbio em 2026.
Leitura do momento
O balanço mostra uma Puma ainda pressionada, mas ativa na tentativa de reorganizar a operação. A empresa reconhece o cenário adverso, ajusta suas expectativas e segue com um plano para recuperar o desempenho. Para o mercado, a mensagem é clara: a retomada pode vir, mas ainda deve levar tempo.



