Escala 6x1: Dino marca audiência de conciliação
O STF marcou uma audiência para discutir a implementação da nova jornada após o fim da escala 6x1. A reunião ocorre no dia 10 e reúne entidades econômicas, trabalhadores e órgãos públicos.

Em resumo
Flávio Dino, ministro do STF, marcou para o dia 10, às 14h, uma audiência de conciliação sobre aspectos da implementação da nova jornada após o fim da escala 6x1. Segundo o Mercado&Consumo, o foco não é rever a emenda, mas discutir a forma de aplicação, com participação de entidades empresariais, centrais sindicais e órgãos públicos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para a próxima terça-feira, 10, às 14h, uma audiência de conciliação sobre aspectos da implementação da nova jornada de trabalho após o fim da escala 6x1. Segundo o portal Mercado&Consumo, o encontro foi convocado para tratar da forma de aplicação da mudança, e não do conteúdo da emenda constitucional que encerrou o modelo anterior.
O que está em discussão no STF
A audiência foi aberta no contexto de ações movidas nesta semana pelas confederações do comércio e da indústria. Dino é relator desses processos e decidiu reunir as partes para buscar uma saída consensual sobre pontos ligados à implementação da nova regra.
De acordo com o despacho citado pelo Mercado&Consumo, o ministro deixou claro que a negociação não alcança o mérito da Emenda Constitucional nº 141/2026. Em outras palavras, a redução da jornada e a ampliação do repouso semanal não estão em debate na audiência.
O foco, portanto, está nos aspectos de implementação. É esse o ponto que, segundo o ministro, pode ser melhor equacionado com a participação das entidades interessadas do que por uma decisão judicial sem a presença dos setores envolvidos.
Quem foi chamado para a audiência
Dino intimou para o encontro:
- as confederações que representam categorias econômicas;
- as centrais sindicais que representam os trabalhadores;
- a Advocacia-Geral da União (AGU);
- as advocacias do Senado e da Câmara;
- a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A convocação mostra que o STF quer ouvir diferentes lados antes de avançar na definição sobre como a nova jornada deve ser aplicada na prática.
O que disse Flávio Dino
No despacho, o ministro afirmou que a audiência não trata do conteúdo da emenda constitucional. Segundo ele, a finalidade da norma é constitucional e seu mérito não está sujeito a transação.
O ponto central do encontro será a implementação da mudança. Dino também avaliou, de forma preliminar, que o prazo de dois meses para o fim da escala 6x1, questionado pelas empresas, “não se revela, a princípio, inviável”.
Essa leitura, porém, não é definitiva. O próprio ministro destacou que a análise poderá ser revista à luz dos dados que forem apresentados pelos setores econômicos.
Por que a audiência importa
A audiência de conciliação ganha relevância porque abre espaço para negociação institucional em um tema que afeta diretamente empresas e trabalhadores. Ao priorizar o diálogo, o STF tenta construir uma solução que considere a autonomia privada coletiva e o papel das negociações entre empregadores e empregados.
Segundo o despacho, Dino ponderou que as empresas têm razão ao apontar a importância da autonomia privada coletiva. Ele também destacou que a Constituição reconhece convenções e acordos coletivos, além de assegurar negociações entre empresas e trabalhadores.
Na prática, isso indica que o tribunal quer ouvir os setores para buscar um caminho de implementação que reduza conflitos e leve em conta as condições reais de cada segmento.
O que muda com o fim da escala 6x1
O material divulgado pelo Mercado&Consumo informa que a audiência ocorre após o fim da escala 6x1, com foco na nova jornada de trabalho. A discussão no STF, no entanto, não gira em torno de revogar ou alterar a emenda, mas de como colocar a regra em prática.
Para o leitor, o ponto principal é este: a audiência não vai decidir se a mudança existe ou não. Ela busca discutir como a mudança será aplicada, com participação de entidades empresariais, trabalhadores e órgãos públicos.
Entenda o contexto da decisão
O despacho publicado nesta quinta-feira, 5, foi o marco que definiu a data da audiência. Com isso, o STF passa a conduzir a etapa de conciliação em meio ao questionamento das empresas sobre o prazo para adaptação.
O ministro também considerou que a discussão deve respeitar a negociação coletiva, já que a Constituição dá peso às convenções e aos acordos entre as partes. Esse entendimento ajuda a explicar por que a audiência foi convocada antes de uma decisão final sobre a forma de implementação.
Perguntas frequentes sobre a escala 6x1
Quando será a audiência de conciliação?
A audiência foi marcada para a próxima terça-feira, 10, às 14h.
A audiência pode mudar o conteúdo da emenda?
Segundo o despacho citado pelo Mercado&Consumo, não. O ministro afirmou que o conteúdo da Emenda Constitucional nº 141/2026 não está em negociação.
Quem participa da reunião no STF?
Foram intimadas confederações econômicas, centrais sindicais, AGU, advocacias do Senado e da Câmara, além da PGR.
O que observar daqui para frente
O próximo passo é acompanhar o resultado da audiência e verificar se haverá consenso sobre a implementação da nova jornada. Como o próprio ministro indicou, a análise ainda pode ser ajustada com base nos dados que forem apresentados pelos setores econômicos.
Para o mercado, a expectativa está concentrada em dois pontos: o prazo de adaptação e a forma de aplicação da mudança. Para o STF, a prioridade é ouvir as partes e tentar construir uma solução consensual antes de avançar em nova decisão.
A notícia original foi publicada pelo Mercado&Consumo.



