Lucro da Pague Menos sobe 19,5% no 3T26
A Pague Menos encerrou o terceiro trimestre de 2026 com alta de 19,5% no lucro líquido ajustado, apoiada por controle de despesas e melhora de margem. As vendas digitais avançaram 32,8% e ganharam peso na receita.

Em resumo
Segundo o portal Mercado&Consumo, a Pague Menos registrou lucro líquido ajustado de R$ 96,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 19,5% sobre 2025, porque controlou despesas, melhorou a margem bruta e reduziu custos financeiros. No mesmo período, as vendas digitais cresceram 32,8% e passaram a representar 24,6% da receita bruta.
A Pague Menos fechou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 96,3 milhões, alta de 19,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o portal Mercado&Consumo. O avanço veio com apoio do controle de despesas, da melhora da margem bruta e da redução dos custos financeiros, enquanto as vendas digitais cresceram 32,8% e ganharam mais espaço no faturamento da rede.
O que puxou o resultado da Pague Menos
Além do lucro, a companhia também mostrou evolução operacional em um cenário de desaceleração do mercado farmacêutico. A receita bruta somou R$ 4,429 bilhões, crescimento de 6,9% na comparação anual. O Ebitda ajustado atingiu R$ 278,8 milhões, alta de 7,2%, com margem Ebitda de 6,3%.
A melhora do resultado ocorreu mesmo com uma expansão mais moderada das vendas. Segundo o Mercado&Consumo, a empresa atribui parte da desaceleração às bases de comparação mais elevadas, especialmente por causa dos medicamentos GLP-1, que impulsionaram as vendas ao longo de 2025.
No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, a Pague Menos registrou:
- Receita bruta de R$ 12,916 bilhões, alta de 10%
- Lucro líquido ajustado de R$ 225,5 milhões, avanço de 46,5%
Margem maior e despesas sob controle
Um dos destaques do trimestre foi a melhora da margem bruta, que passou de 29,9% para 30% na comparação anual. Esse foi o maior patamar para um terceiro trimestre desde 2018, conforme informado pela companhia.
O lucro bruto somou R$ 1,327 bilhão, crescimento de 7,2%. A empresa afirmou que o desempenho refletiu melhores condições comerciais, principalmente nas categorias de medicamentos genéricos e GLP-1, além de ganhos tributários ligados ao novo centro de distribuição na Paraíba.
Outro ponto importante foi a contenção de custos. As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 102,8 milhões, queda de 3,3% ante o mesmo trimestre de 2025. A redução foi explicada principalmente por menores provisões para remuneração variável e planos de ações restritas.
Já as despesas com vendas subiram 8,5% e chegaram a R$ 946 milhões, pressionadas por custos do novo centro de distribuição, pela expansão da rede e por ajustes no quadro de funcionários.
Menor custo financeiro também ajudou
O resultado financeiro contribuiu para a melhora do lucro. As despesas financeiras líquidas caíram 13%, de R$ 129,6 milhões para R$ 112,7 milhões.
Segundo a companhia, a redução foi favorecida por menores custos com antecipações de recebíveis e pela queda do CDI médio no período. Na prática, isso ajudou a aliviar a pressão sobre o resultado final e reforçou o efeito positivo da operação no trimestre.
Vendas digitais crescem 32,8% e ampliam participação
A frente digital segue como um dos motores da Pague Menos. As vendas realizadas pelos canais digitais somaram aproximadamente R$ 1,1 bilhão, alta de 32,8% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
Com isso, a participação dos canais digitais na receita bruta passou de 19,8% para 24,6% em um ano, avanço de 4,8 pontos porcentuais. O aplicativo da companhia foi o principal destaque dentro dessa expansão, com crescimento de 73,2% nas vendas na comparação anual.
Segundo o Mercado&Consumo, o app concentra cerca de dois terços das vendas de e-commerce da rede. Nos últimos 12 meses, a Pague Menos também registrou:
- crescimento de 23% no número de usuários ativos mensais do aplicativo
- 3,4 milhões de downloads
Omnicanalidade ganha força
A empresa também ampliou a base de consumidores que compram por mais de um canal. Os clientes omnicanal passaram a representar 14,5% da base, crescimento de 2,9 pontos porcentuais em relação ao terceiro trimestre de 2025.
Embora sejam uma parcela menor do total de consumidores, esses clientes respondem por cerca de 40% das vendas da Pague Menos e apresentam gasto médio 3,8 vezes superior ao dos demais.
Outro dado relevante é que, excluindo os medicamentos GLP-1, as vendas digitais avançaram 31,1% no trimestre, acima dos 28% registrados no segundo trimestre. A companhia também informou que sua participação nas vendas online do varejo farmacêutico brasileiro chegou a 12,2%, o maior patamar desde o segundo trimestre de 2025.
Logística mais rápida amplia o alcance do digital
O crescimento digital veio acompanhado de investimentos em logística e integração entre lojas físicas e plataformas de venda. No terceiro trimestre, a Pague Menos ampliou a modalidade de entrega em até uma hora para 440 farmácias, alta de 69% em relação ao segundo trimestre.
A empresa também habilitou a entrega de medicamentos controlados, incluindo produtos GLP-1, em 838 unidades, avanço de 119% na comparação trimestral.
Com essas iniciativas, 86% dos pedidos digitais foram disponibilizados aos consumidores em menos de duas horas, aumento de 3 pontos porcentuais em relação ao trimestre anterior. A retirada nas lojas respondeu por 49% dos pedidos digitais, enquanto as entregas expressas, feitas em até duas horas, representaram 36%.
O que explica a desaceleração das vendas
A Pague Menos cresceu, mas em ritmo menor do que em trimestres anteriores. De acordo com a empresa, uma das razões foi a menor contribuição dos medicamentos da classe GLP-1, usados no tratamento de diabetes e obesidade.
Esses produtos foram um dos principais motores de crescimento em 2025 e elevaram a base de comparação. No primeiro trimestre de 2026, os GLP-1 contribuíram com 6,5 pontos porcentuais para o crescimento total das vendas. Essa participação caiu para 3,2 pontos no segundo trimestre e para 2 pontos no terceiro.
Mesmo com a desaceleração, a categoria segue relevante. No terceiro trimestre, os GLP-1 representaram 8,5% das vendas, ante 7,1% um ano antes.
Perguntas frequentes sobre o resultado da Pague Menos
Quanto a Pague Menos lucrou no 3T26?
A companhia registrou lucro líquido ajustado de R$ 96,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 19,5% na comparação anual, segundo o Mercado&Consumo.
As vendas digitais cresceram quanto?
As vendas digitais avançaram 32,8% no trimestre e chegaram a aproximadamente R$ 1,1 bilhão.
O que ajudou a melhorar o lucro?
A melhora veio principalmente do controle de despesas, da expansão da margem bruta e da redução das despesas financeiras líquidas.
Leitura estratégica do trimestre
O balanço mostra que a Pague Menos conseguiu sustentar o crescimento do lucro mesmo com uma desaceleração do ritmo de vendas. A combinação de margem mais forte, despesas controladas e digital em expansão ajudou a compensar a menor contribuição dos GLP-1 em relação a 2025.
Para o investidor e para o mercado, o dado mais relevante é que a companhia manteve crescimento em várias frentes ao mesmo tempo: receita, lucro, e-commerce e participação omnicanal. Isso reforça a importância da estratégia digital dentro da operação da rede.



