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Fraude industrial: Cimed nega acusação e contesta ação

A Cimed negou as acusações de fraude industrial e concorrência desleal feitas pela Suavetex. Segundo o Meio e Mensagem, a disputa envolve produtos de higiene bucal, registros na Anvisa e uma ação criminal em São Paulo.

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Cimed nega acusação de fraude industrial em disputa com a Suavetex
Foto: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

Em resumo

A Cimed negou, em nota, as acusações de fraude industrial e concorrência desleal feitas pela Suavetex. Segundo o Meio e Mensagem, a ação foi protocolada em São Paulo em 3 de novembro de 2026 e envolve a alegação de uso indevido de fórmulas de produtos de higiene bucal, além de pedidos de indenização e apuração judicial.

A Cimed negou as acusações de fraude industrial e concorrência desleal feitas pela Suavetex, em um caso que envolve produtos de higiene bucal, registros na Anvisa e uma ação criminal protocolada em São Paulo. Segundo o portal Meio e Mensagem, a fabricante mineira afirma que executivos do grupo farmacêutico teriam se aproveitado de uma negociação que não avançou para lançar itens semelhantes sob a marca Super, o que a Cimed contesta.

O que diz a acusação

De acordo com o Meio e Mensagem, a Suavetex, indústria de produtos de higiene oral de Uberlândia, acusa o presidente e controlador do Grupo Cimed, João Adibe, a vice-presidente Karla Marques e mais cinco executivos da companhia de fraude industrial e concorrência desleal.

A queixa-crime foi protocolada na última terça-feira, 3, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, e levada para a 1ª Vara Criminal de São Paulo na quarta-feira, 4.

Na petição, a Suavetex sustenta que os executivos teriam usado informações de uma negociação de aquisição que não se concretizou para se apropriar da fórmula de seis produtos de higiene bucal, sendo três géis dentais e três enxaguantes bucais.

Como a disputa começou

Ainda segundo o Meio e Mensagem, a negociação entre as empresas não avançou até a compra da Suavetex pela Cimed. O veículo informa, com base em apuração do Notícias da TV, que João Adibe teria oferecido R$ 120 milhões pela fabricante, valor aceito por Ronaldo Alves Andrello, dono da Suavetex, em 25 de setembro de 2025. Cinco dias depois, porém, ele não teria recebido mais respostas do presidente da Cimed.

A acusação afirma que os produtos seriam fabricados pela Suavetex, mas vendidos e distribuídos pela Cimed, inclusive com a marca Carmed, uma das linhas da farmacêutica. A empresa mineira alega, no entanto, que a marca Carmed foi cancelada em agosto de 2025 e que, em outubro do mesmo ano, os mesmos seis produtos teriam sido registrados na Anvisa sob a marca Super, com outra fabricante.

O que a Cimed respondeu

Em nota enviada à reportagem, a Cimed negou as acusações. A empresa afirmou que a queixa-crime noticiada seria “mais uma tentativa da Suavetex de reverter, por outra via, as sucessivas derrotas que vem sofrendo na esfera cível”.

A companhia também disse confiar que o Poder Judiciário reconhecerá a improcedência das alegações.

Segundo a manifestação divulgada pelo Meio e Mensagem, a Cimed reforça que suas relações com fornecedores são conduzidas com base na boa-fé, no equilíbrio contratual e na transparência, com respeito aos termos acordados e à legislação.

O que está em jogo na ação

A Suavetex pede indenização mínima de R$ 10 milhões por danos morais, além de danos materiais, cujo valor deve ser apurado depois. A fabricante também solicita a condenação dos sete executivos por concorrência desleal, com pena de três meses a um ano de detenção ou multa para cada uma das infrações apontadas.

Entre os pontos mencionados na petição, está uma projeção atribuída a Adibe de que a categoria de higiene bucal da Cimed poderia alcançar R$ 1 bilhão em vendas em 2026.

Relação com a Globo também aparece no processo

O caso também cita a Globo, um dos veículos nos quais a Cimed anuncia e faz ações de publicidade. Segundo o Meio e Mensagem, o processo menciona o CEO da Globo Ventures, vertical de investimentos da Globo, e o apresentador Luciano Huck como testemunhas.

De acordo com a reportagem, eles não são acusados de nada, mas podem ser chamados a explicar na Justiça a sociedade que mantêm com a Cimed.

A Suavetex pede que eles informem se sabiam da suposta mudança de nome da linha de produtos desenvolvida pela fabricante mineira. O veículo informa ainda que a empresa desconfia do fato de a alteração ter ocorrido em 5 de agosto de 2025, mesmo dia em que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou uma joint venture entre a Cimed, a Globo Comunicação e Participações e a Joatinga, de Luciano Huck.

A Cimed, por sua vez, afirma que a linha Super é de sua titularidade, não integra a joint venture com a Globo e não pertence à Cilab. A empresa também diz que a campanha da Super veiculada no BBB 26 foi contratada e paga diretamente pela própria Cimed.

Entenda os principais pontos do caso

  • A Suavetex acusa a Cimed e sete executivos de fraude industrial e concorrência desleal.
  • A ação foi protocolada em São Paulo em 3 de novembro de 2026.
  • A empresa mineira afirma que houve uso indevido de fórmula de seis produtos de higiene bucal.
  • A Cimed nega as acusações e diz confiar na improcedência das alegações.
  • O processo também cita a relação comercial da Cimed com a Globo e com Luciano Huck.

Perguntas frequentes

O que a Suavetex acusa a Cimed de fazer?

A Suavetex acusa a Cimed e sete executivos de fraude industrial e concorrência desleal, alegando uso indevido de fórmulas de produtos de higiene bucal.

A Cimed confirmou a compra da Suavetex?

Não. Segundo o Meio e Mensagem, a compra não aconteceu, e a Cimed negou as acusações relacionadas à negociação.

O caso envolve a Globo?

Sim, o processo cita a Globo e Luciano Huck em razão de relações comerciais e societárias mencionadas na petição, mas eles não são acusados de nada.

O que observar daqui para frente

O caso segue na esfera judicial e ainda depende da análise das acusações, da defesa apresentada pela Cimed e dos desdobramentos dos pedidos feitos pela Suavetex. Como se trata de uma disputa com reflexos comerciais, regulatórios e de imagem, a evolução do processo deve ser acompanhada de perto por quem monitora o setor farmacêutico e o mercado de personal care.

Por enquanto, o ponto central é que a Cimed nega as acusações e afirma que a linha Super é de sua titularidade, enquanto a Suavetex sustenta que houve apropriação de fórmulas e concorrência desleal.