Farmácia online: 41% compram em 3 meses
A farmácia online já ocupa o terceiro lugar entre as categorias mais compradas no e-commerce brasileiro. Segundo a Optimiza Marketing, confiança e validação pesam na jornada de compra.

Em resumo
Segundo a Optimiza Marketing, 41% dos consumidores compraram farmácia online nos três meses anteriores à pesquisa, o que coloca a categoria na terceira posição do e-commerce brasileiro. O estudo mostra que a busca por confiança, avaliações de outros consumidores e informação clara influencia a decisão, especialmente entre Baby Boomers e mulheres.
A farmácia online é a terceira categoria mais comprada no e-commerce brasileiro, segundo levantamento da Optimiza Marketing divulgado pelo portal Central do Varejo. De acordo com a pesquisa, 41% dos consumidores fizeram ao menos uma compra de medicamentos, produtos de saúde ou suplementos pela internet nos três meses anteriores ao estudo.
O que o dado mostra sobre o e-commerce
O resultado coloca a farmácia atrás apenas de moda, acessórios e calçados, com 56%, e de beleza, cosméticos e perfumaria, com 46%. Na sequência aparecem mercado e supermercado, com 36%, e eletroeletrônicos, com 30%.
Na prática, o número reforça que a categoria deixou de ser apenas uma conveniência pontual e passou a disputar espaço relevante na rotina digital do consumidor. Isso acontece em um ambiente no qual a compra online depende cada vez mais de confiança, clareza de informação e facilidade de comparação.
O levantamento foi feito pela Optimiza em parceria com a AB Pesquisas, Insights e Tendências. Segundo a empresa, foram ouvidos 1.000 consumidores de todas as regiões e classes sociais, em dezembro de 2025.
Quem mais compra farmácia online
A pesquisa indica que a compra de farmácia pela internet é mais frequente entre os Baby Boomers, com 57%, e entre as mulheres, com 46%. Esses recortes ajudam a entender que a categoria não está restrita a um único perfil de consumidor, mas ganha força entre públicos que valorizam praticidade e validação antes da compra.
Outro ponto importante é o comportamento de busca. Antes de fechar pedido, o consumidor tende a pesquisar, comparar e confirmar informações. Segundo o levantamento, avaliações de outros consumidores são a fonte mais confiável para 60% dos entrevistados, índice que chega a 70% entre os Baby Boomers.
Quando as fontes divergem, 53,1% seguem a informação do Google. Isso mostra que a jornada de compra não termina na vitrine do e-commerce, ela passa por múltiplas etapas de verificação.
O que pesa na decisão de compra
A categoria saúde exige mais atenção do consumidor porque o risco percebido é maior. A própria Optimiza destaca que o cliente procura segurança antes de comprar, já que “o erro custa caro” nessa categoria, segundo Júlia Neves, CEO da empresa.
Esse comportamento ajuda a explicar por que a farmácia online depende tanto de elementos como:
- informações completas sobre os produtos
- avaliações visíveis de outros consumidores
- presença consistente nos buscadores
- respostas claras em ferramentas de inteligência artificial
A inteligência artificial também já faz parte da jornada. O uso mais citado da ferramenta é tirar dúvidas técnicas ou obter explicações mais detalhadas, com 45%.
Por que a farmácia online cresce
O avanço da categoria no e-commerce tem relação com conveniência, comparação de preços e acesso a informações. Mas o principal diferencial, segundo o estudo, é a confiança. Em segmentos ligados à saúde, o consumidor quer confirmar se está escolhendo corretamente, e isso amplia o peso das avaliações e da reputação digital.
Para redes de farmácia, indústrias e marcas de suplementos, a disputa pelo consumidor online passa por uma presença digital bem estruturada. Na avaliação da Optimiza, quem aparece com informação clara e boas avaliações tende a sair na frente.
O estudo também aponta que a categoria ganha escala em um momento de entrada de grandes plataformas no segmento. No iFood, os pedidos de farmácia cresceram mais de 70% no primeiro semestre de 2026, e a base de farmácias parceiras passou de 14 mil para 22 mil, segundo a empresa.
Além disso, o Mercado Livre anunciou em setembro a venda de medicamentos com receita, incluindo antibióticos e canetas emagrecedoras, segundo a Exame. Esse movimento reforça o interesse do varejo digital em ampliar a presença na categoria.
O que marcas e varejistas podem aprender com esse cenário
Para quem atua no varejo, o dado da Optimiza mostra que vender farmácia online não depende só de oferta. A conversão está ligada a confiança, informação e experiência de navegação.
Na prática, isso significa que a operação digital precisa considerar:
- descrição clara dos produtos
- avaliações de consumidores em destaque
- resposta rápida a dúvidas frequentes
- presença forte nos mecanismos de busca
- conteúdo que ajude o cliente a decidir com segurança
Esse conjunto é ainda mais importante em categorias sensíveis, como saúde e bem-estar. Quando o consumidor percebe consistência entre informação, reputação e disponibilidade, a chance de compra aumenta.
Perguntas frequentes sobre farmácia online
Farmácia online está entre as categorias mais compradas no e-commerce?
Sim. Segundo a Optimiza Marketing, a farmácia online é a terceira categoria mais comprada no e-commerce brasileiro, com 41% dos consumidores tendo comprado nessa categoria nos três meses anteriores à pesquisa.
Quem mais compra farmácia online?
O levantamento aponta maior frequência entre os Baby Boomers, com 57%, e entre as mulheres, com 46%.
O que mais influencia a decisão de compra?
As avaliações de outros consumidores são a fonte mais confiável para 60% dos entrevistados. Além disso, quando há divergência de informações, 53,1% seguem o que aparece no Google.
Um mercado guiado por confiança
O avanço da farmácia online mostra que o e-commerce de saúde já faz parte do comportamento de compra no Brasil. Mais do que preço ou conveniência, o que sustenta o crescimento da categoria é a confiança construída ao longo da jornada.
Segundo a Optimiza Marketing, esse é o ponto central para marcas e varejistas: quem entrega informação clara, avaliações visíveis e presença consistente nos canais digitais tende a capturar melhor a atenção do consumidor.
Em um cenário de busca cada vez mais guiada por comparação e validação, a farmácia online se consolida como uma das categorias mais estratégicas do varejo digital.



