Desconto perde protagonismo no Dia das Crianças e varejo aposta em diferentes faixas de preço
Pesquisa da Serasa Experian mostra que empresas priorizam variedade de preços e portfólio para atender consumidores com diferentes capacidades de compra.

Em resumo
No Dia das Crianças de 2026, empresas estão reduzindo a dependência de grandes descontos. Pesquisa da Serasa Experian aponta que 41,9% pretendem oferecer produtos em diferentes faixas de preço, enquanto apenas 23,6% priorizam promoções. Custos, margem de lucro e capacidade de pagamento do consumidor orientam as estratégias.
Dia das Crianças muda estratégia de preço no varejo
O Dia das Crianças de 2026 deve ser marcado por uma mudança na estratégia de parte do varejo.
Em vez de concentrar esforços apenas em descontos, 41,9% das empresas pesquisadas pretendem oferecer produtos ou serviços em diferentes faixas de preço.
Outros 34,5% planejam manter os valores normalmente praticados e apenas 23,6% indicam descontos ou preços promocionais como estratégia principal.
Por que o desconto perdeu espaço no Dia das Crianças?
A pressão sobre as margens ajuda a explicar a mudança.
Reduzir preços pode aumentar a atratividade da oferta, mas também compromete a rentabilidade quando custos operacionais permanecem elevados.
Por isso, parte das empresas opta por ampliar o portfólio e permitir que consumidores encontrem opções compatíveis com diferentes orçamentos.
Margem é uma das principais preocupações
Para 27,5% das empresas, cobrir custos e preservar a margem de lucro é o principal desafio de precificação.
Outros 26,7% citam a dificuldade de determinar quanto o consumidor está disposto a pagar.
A concorrência aparece logo depois, mencionada por 24,3%.
Consumidor está mais seletivo
O cenário econômico faz com que muitas famílias avaliem com maior atenção o valor gasto em presentes.
Isso não significa necessariamente deixar de comprar, mas sim comparar alternativas.
Preço acessível não significa desconto
Uma empresa pode atender consumidores mais sensíveis ao preço oferecendo produtos de entrada, intermediários e premium sem precisar reduzir significativamente o valor de todos os itens.
Essa diferenciação ajuda a proteger margens.
Estoque e portfólio também entram na estratégia
Entre as empresas que já definiram alguma ação para a data, 18,9% pretendem aumentar ou diversificar estoque e portfólio.
A estratégia aparece à frente dos investimentos específicos em divulgação e marketing.
Variedade amplia alcance da oferta
Um catálogo com diferentes produtos e preços pode aumentar a quantidade de perfis atendidos.
Para uma família que procura um presente econômico, a oferta de entrada pode resolver a necessidade.
Já consumidores com maior disponibilidade financeira podem encontrar produtos de maior valor agregado.
Quase 16 milhões de brasileiros têm potencial de consumo na data
Outro levantamento da Serasa Experian identificou aproximadamente 15,8 milhões de brasileiros com maior propensão a consumir no Dia das Crianças.
Entre eles, 88% apresentam perfil de compradores online.
O dado reforça a importância de estratégias que combinem preço, estoque, experiência digital e comunicação.
E-commerce precisa trabalhar segmentação
O comportamento do público não é homogêneo.
Campanhas podem ser estruturadas de acordo com:
- idade;
- renda;
- interesses;
- histórico de compra;
- faixa de preço;
- categoria procurada.
Promoção continua importante, mas não pode ser a única estratégia
Descontos continuam relevantes, especialmente em um consumidor que pesquisa preços.
Entretanto, competir apenas pelo menor valor pode se tornar insustentável para empresas com menor escala.
A tendência para o Dia das Crianças no varejo é combinar preço, variedade, conveniência, estoque e posicionamento.



