Tecnologia

Data centers: governo destina R$ 46,3 milhões

O governo destinou R$ 46,3 milhões para criar uma rede nacional de data centers. A iniciativa quer integrar centros de processamento em várias regiões do país e usar inteligência artificial para otimizar energia.

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Rede nacional de data centers com inteligência artificial e foco em eficiência energética
Foto: Olhar Digital

Em resumo

Segundo o portal Olhar Digital, o governo destinou R$ 46,3 milhões, nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, para criar a rede nacional de data centers Prisma. O projeto, conduzido pelo CPQD com recursos da Finep, busca integrar estruturas espalhadas pelo Brasil, reduzir consumo de energia e ampliar a soberania digital.

O governo destinou R$ 46,3 milhões para criar uma rede nacional de data centers, com o objetivo de integrar centros de processamento de dados em diferentes regiões do Brasil e usar inteligência artificial para otimizar o consumo de energia, segundo o portal Olhar Digital. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 6 de novembro de 2026, e a iniciativa será desenvolvida pelo CPQD ao longo de 36 meses.

O que é a rede nacional de data centers

Batizado de Prisma, o projeto pretende conectar data centers espalhados pelo país, com atenção especial a estruturas de pequeno porte e localizadas no interior. A proposta é criar uma plataforma capaz de distribuir tarefas de processamento de forma automática, sem que o desenvolvedor precise escolher manualmente qual unidade vai executar o trabalho.

De acordo com o material publicado pelo Olhar Digital, a ideia é usar inteligência artificial para identificar, em tempo real, qual centro reúne as melhores condições de eficiência energética e capacidade disponível. Assim, a tarefa é enviada para a unidade mais adequada naquele momento.

Como a tecnologia vai funcionar

A rede deverá operar como uma camada de orquestração entre diferentes centros de processamento. Na prática, isso significa que arquivos e operações podem ser encaminhados para unidades distintas conforme critérios técnicos definidos pelo sistema.

Entre os pontos citados no texto original estão:

  • distribuição automática de tarefas entre os centros conectados;
  • avaliação da eficiência energética de cada unidade;
  • análise da capacidade de processamento disponível;
  • possibilidade de mover operações já em andamento para outro data center, caso haja melhores condições.

Segundo Gustavo Correa Lima, diretor de Tecnologia e Inovação do CPQD, essa lógica também ajuda na continuidade das operações, reduzindo a dependência de uma única central. Em outras palavras, a rede busca manter o processamento ativo mesmo quando houver mudança nas condições de funcionamento de um data center.

Quem está por trás do projeto

O desenvolvimento ficará a cargo do Centro Brasileiro de Inovação em Tecnologias da Informação e da Comunicação (CPQD), em Campinas (SP). O financiamento será administrado pela Finep, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Os recursos virão do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). Segundo o portal Olhar Digital, a liberação foi assinada pela Finep nesta sexta-feira (6), após aprovação do Ministério das Comunicações, pasta à qual está subordinado o conselho gestor do fundo.

Por que a iniciativa é importante

Além de integrar infraestruturas de processamento, o projeto busca fortalecer a soberania digital brasileira. A proposta é ampliar o controle nacional sobre o armazenamento e o processamento de dados, reunindo servidores de diferentes tipos de organizações instaladas no Brasil.

O texto original informa que poderão participar:

  • empresas especializadas em data centers;
  • operadoras de telecomunicações;
  • indústrias;
  • provedores de internet;
  • outras companhias com servidores de arquitetura de processamento de borda.

Essa integração é apontada como uma forma de aproveitar estruturas distribuídas dentro do território brasileiro, com efeitos esperados em eficiência e resiliência.

Benefícios esperados

O projeto Prisma foi apresentado com uma série de objetivos práticos. Entre os resultados esperados, estão a redução do consumo de energia elétrica e da pegada de carbono dos data centers, além da expansão da infraestrutura digital para regiões que hoje recebem menos investimentos nesse setor.

Outro ponto destacado é o aumento da capacidade de resposta a falhas no fornecimento de energia e a ataques cibernéticos. A lógica de distribuição entre várias unidades pode ajudar a tornar a rede mais flexível e menos vulnerável a interrupções isoladas.

A expectativa, de acordo com o material, é que a plataforma seja nacional, segura e sustentável, como afirmou Joana Meirelles, superintendente da Área de Saúde e Transformação Digital da Finep.

Quem pode ser atendido pela nova infraestrutura

A infraestrutura planejada deve atender setores considerados estratégicos, como:

  • saúde;
  • defesa;
  • segurança pública;
  • educação;
  • telecomunicações.

A ideia é apoiar a transformação digital dessas áreas com uma base de processamento mais distribuída e com potencial de adaptação a diferentes demandas.

O que muda para o ecossistema de tecnologia

Na prática, a criação dessa rede nacional pode representar um passo importante para a organização da infraestrutura digital no país. Em vez de concentrar o processamento em poucos centros, o projeto propõe uma malha integrada, com uso de inteligência artificial para tomar decisões operacionais com base em eficiência e disponibilidade.

Isso pode favorecer regiões fora dos grandes polos de tecnologia e abrir espaço para uma rede mais espalhada pelo território nacional. Também pode estimular a integração entre empresas, provedores e instituições que já operam servidores no Brasil.

Perguntas frequentes

O que é o projeto Prisma?

É a iniciativa que vai criar uma rede nacional de data centers para integrar centros de processamento de dados em diferentes regiões do Brasil, com uso de inteligência artificial para distribuir tarefas.

Quem vai financiar a rede nacional de data centers?

O financiamento de R$ 46,3 milhões será administrado pela Finep, com recursos do Funttel.

Quais são os principais objetivos da iniciativa?

O projeto busca reduzir consumo de energia, ampliar a soberania digital, aumentar a resiliência da infraestrutura e levar processamento de dados para mais regiões do país.

Em resumo

A rede nacional de data centers anunciada pelo governo combina integração tecnológica, eficiência energética e segurança operacional. Com desenvolvimento do CPQD e financiamento da Finep, o projeto Prisma quer conectar estruturas de diferentes tipos, distribuir cargas de processamento com apoio de IA e fortalecer a infraestrutura digital brasileira.