Black Friday nos EUA: US$ 12,9 bi online em 2026
A Black Friday nos Estados Unidos deve alcançar novo recorde em 2026, com impulso do e-commerce e da Cyber Week. Entenda o que está por trás da projeção da Adobe e o que isso sinaliza para o varejo digital.

Em resumo
Segundo o portal Central do Varejo, a Black Friday nos Estados Unidos deve gerar US$ 12,9 bilhões em vendas online em 2026, alta de 9,2% sobre 2025. A projeção é da Adobe, que também estima US$ 47,5 bilhões na Cyber Week e US$ 275,1 bilhões no fim de ano, indicando mais espaço para o e-commerce americano.
A Black Friday nos EUA deve movimentar US$ 12,9 bilhões em vendas online em 2026, segundo projeção da Adobe divulgada pelo portal Central do Varejo. O número representa alta de 9,2% em relação a 2025 e reforça a força do comércio digital na principal data promocional do varejo americano.
O que diz a projeção para 2026
A estimativa da Adobe Digital Insights, publicada em 28 de setembro, aponta que a Black Friday de 27 de novembro de 2026 seguirá como um dos maiores momentos do calendário do varejo dos Estados Unidos. Além do faturamento no dia, a empresa projeta que a Cyber Week, período que reúne os cinco dias entre o Dia de Ação de Graças e a Cyber Monday, alcance US$ 47,5 bilhões em vendas online.
Para o intervalo entre 1º de novembro e 31 de dezembro, a previsão é ainda mais ampla: US$ 275,1 bilhões, o maior valor já registrado no e-commerce americano, segundo a Adobe.
Esses números ajudam a dimensionar como a temporada de fim de ano nos EUA segue concentrando uma fatia relevante do consumo digital, com impacto direto em marketplaces, marcas próprias e operações de varejo online.
Por que o dado importa para o varejo digital
A Black Friday americana não é apenas uma data promocional. Ela funciona como termômetro do comportamento de compra no e-commerce e influencia estratégias de preço, logística, mídia e estoque em todo o mercado.
No recorte de 2026, a projeção da Adobe mostra que o canal online continua ganhando relevância, especialmente em um período em que o consumidor concentra compras de fim de ano em poucos dias. Isso vale tanto para grandes varejistas quanto para vendedores independentes que atuam em plataformas digitais.
Segundo o portal Central do Varejo, parte desse consumo passa por vendedores de fora dos Estados Unidos, o que amplia a disputa por espaço em marketplaces e reforça a importância da operação estruturada para vender ao público americano.
Vendedores chineses dominam a base da Amazon nos EUA
Outro dado que ajuda a entender o cenário é o levantamento da SellerSprite, empresa de dados para vendedores da Amazon, publicado em fevereiro de 2026. O relatório aponta que os vendedores chineses responderam por 54,6% da base do marketplace americano da Amazon em 2025.
Esse percentual mostra a presença forte de players internacionais no ecossistema de vendas online dos Estados Unidos. Para quem pretende entrar nesse mercado, isso significa competir em um ambiente já bastante profissionalizado, com uso intensivo de dados, operação escalável e forte dependência de performance em marketplace.
Para Diego Sampaio, fundador e CEO da Globalfy, o dado indica espaço para empreendedores de outras regiões. A empresa afirma ter ajudado mais de 12 mil founders de mais de 100 países a abrir negócios nos Estados Unidos.
O que a Black Friday dos EUA revela sobre o e-commerce
A projeção de US$ 12,9 bilhões em vendas online na Black Friday de 2026 confirma algumas tendências do varejo digital americano:
- a data segue relevante mesmo com a antecipação de campanhas ao longo de novembro;
- a Cyber Week continua concentrando volume expressivo de compras;
- o fim de ano permanece como o principal ciclo comercial do e-commerce nos Estados Unidos;
- vendedores internacionais seguem tendo papel importante no abastecimento do marketplace americano.
Na prática, isso mostra que a competição não se limita ao preço. A experiência de compra, a disponibilidade de estoque, a velocidade de entrega e a presença em plataformas como Amazon e Shopify também pesam na conversão.
Como estrangeiros costumam vender para os EUA
Segundo a Globalfy, o caminho mais comum para vender a consumidores americanos em plataformas como Amazon e Shopify é abrir uma LLC, ou Limited Liability Company. A estrutura permite faturar em dólar, abrir conta bancária nos Estados Unidos e receber pagamentos.
A empresa pode ser constituída de forma remota, sem visto e sem residência no país, de acordo com a informação divulgada no material de origem.
Diego Sampaio afirma que abertura da empresa, conta bancária, cadastro nas plataformas e envio de estoque levam semanas. Por isso, quem começa agora pode não ter a operação pronta para a Black Friday, mas ainda pode chegar ao Natal e a 2027 com uma base mais estruturada.
O que observar daqui para frente
Para marcas e vendedores que acompanham o mercado americano, a projeção da Adobe sinaliza três pontos centrais:
- a Black Friday segue como uma data de alto impacto no e-commerce dos EUA;
- o período de fim de ano continua sendo decisivo para faturamento;
- a disputa por espaço em marketplaces internacionais tende a crescer.
O dado também ajuda a entender por que tantos negócios planejam campanhas com antecedência. Em um mercado que movimenta centenas de bilhões de dólares em poucas semanas, preparação operacional é tão importante quanto promoção.
Perguntas frequentes
Quanto a Black Friday nos EUA deve movimentar em 2026?
A projeção da Adobe, citada pelo Central do Varejo, é de US$ 12,9 bilhões em vendas online na Black Friday de 2026.
Qual é a estimativa para a Cyber Week?
A Adobe estima que a Cyber Week some US$ 47,5 bilhões em vendas online.
Vendedores estrangeiros conseguem vender para os EUA?
Segundo o material de origem, sim. A Globalfy informa que o modelo mais comum é abrir uma LLC, o que permite faturar em dólar, abrir conta bancária nos Estados Unidos e operar em plataformas como Amazon e Shopify.
Conclusão
A Black Friday nos EUA deve continuar entre os maiores eventos do varejo digital mundial em 2026. Com projeção de US$ 12,9 bilhões em vendas online, a data reforça a força do e-commerce americano e o peso crescente de vendedores internacionais no mercado. Para quem acompanha o setor, o sinal é claro: o fim de ano nos Estados Unidos segue sendo uma janela estratégica para vendas online.



