Black Friday 2026 pode movimentar R$ 13,3 bilhões no comércio eletrônico
Projeção aponta crescimento de 20,7% nas vendas online, em um cenário de mais pedidos e menor valor médio por compra.

Em resumo
A Black Friday 2026 deve movimentar R$ 13,3 bilhões no comércio eletrônico brasileiro entre 26 e 29 de novembro. A projeção da Confi, em parceria com o E-Commerce Brasil, indica crescimento de 20,7% sobre 2025, enquanto a queda do tíquete médio aumenta a disputa pela preferência do consumidor.
A Black Friday 2026 deve encontrar um consumidor disposto a comprar, mas mais atento ao valor de cada pedido. A expectativa de crescimento das vendas online convive com um movimento que exige cuidado dos varejistas: o aumento das transações não significa, necessariamente, maior gasto por compra.
O levantamento da Confi, realizado com o E-Commerce Brasil, estima a comercialização de 69,4 milhões de produtos durante o período analisado. Os números são projeções e ainda dependem do desempenho efetivo da temporada promocional.
Black Friday 2026 terá mais concorrência entre datas promocionais
A disputa pelo orçamento do consumidor começa antes da última sexta-feira de novembro. A projeção para o 11/11 é de faturamento de R$ 3,17 bilhões, reforçando a importância das chamadas datas duplas no calendário comercial.
Esse movimento distribui as oportunidades de venda ao longo do mês. Para o marketing, a consequência prática é a necessidade de trabalhar diferentes momentos da jornada: descoberta dos produtos, comparação de preços, recuperação de interessados e conversão.
Uma campanha concentrada apenas nos últimos dias pode chegar tarde para parte dos consumidores, especialmente para quem já tiver comprometido o orçamento em promoções anteriores.
Eletrodomésticos, moda e beleza aparecem entre os destaques
As estimativas indicam maior faturamento para eletrodomésticos, seguidos por moda e acessórios e por beleza e perfumaria. Produtos de maior valor continuam associados à expectativa de descontos relevantes na Black Friday.
Ao mesmo tempo, os dados acumulados de janeiro a setembro mostram um mercado com mais pedidos e tíquete médio menor. Isso torna insuficiente avaliar uma campanha apenas pelo volume de vendas.
Na leitura comercial, será necessário acompanhar também margem, custo de aquisição, frete e recompra. Uma operação pode vender mais e, ainda assim, perder rentabilidade se os descontos e os custos de divulgação crescerem acima do retorno.
A temporada, portanto, combina oportunidade de expansão com pressão por eficiência. A projeção positiva favorece o planejamento, mas não substitui uma oferta competitiva e uma experiência de compra confiável.



