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Robôs humanoides: Meta entra no mercado

A Meta passou a testar um robô humanoide em parceria com uma startup chinesa de robótica. O protótipo, chamado Max, foi criado para aproximar a inteligência artificial de tarefas domésticas.

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Protótipo de robô humanoide da Meta com tela facial e mãos articuladas
Foto: gerada por IA

Em resumo

Segundo o portal Olhar Digital, a Meta desenvolveu um protótipo de robô humanoide em parceria com a startup chinesa Fourier. O modelo, chamado Max, foi apresentado internamente em 2026 e faz parte de uma pesquisa para levar IA a tarefas domésticas, sem plano de comercialização no momento.

A Meta desenvolveu um protótipo de robô humanoide em parceria com a startup chinesa Fourier, segundo o portal Olhar Digital. Chamado internamente de Max, o projeto faz parte da estratégia da empresa para aproximar a inteligência artificial de tarefas domésticas e testar aplicações práticas da robótica no dia a dia.

O que a Meta está fazendo com robôs humanoides

A iniciativa coloca a Meta entre as grandes empresas de tecnologia que vêm olhando para o mercado de robôs humanoides. De acordo com o Olhar Digital, a empresa de Mark Zuckerberg trabalhou com a Fourier para criar um protótipo voltado à pesquisa interna, com foco em tarefas domésticas e interação com objetos pequenos.

O movimento acontece em um cenário de expansão do setor. O portal cita projeções do Morgan Stanley segundo as quais o mercado global de robôs humanoides pode movimentar US$ 5 trilhões, cerca de R$ 27 trilhões, até 2050. Esse potencial ajuda a explicar por que companhias de tecnologia têm aumentado o interesse nessa área.

Como é o protótipo Max

O robô desenvolvido pela Meta recebeu o nome de Max. Segundo a reportagem, ele pesa cerca de 48 kg, tem aproximadamente 1,5 metro de altura e foi construído em cerca de três meses.

Entre os recursos citados estão:

  • chip Jetson Thor, da Nvidia
  • tela capaz de imitar expressões faciais
  • alto-falantes integrados
  • mãos com cinco dedos para manipular objetos pequenos

Essas características indicam que o projeto não foi pensado apenas como uma peça experimental de laboratório, mas como um passo para integrar IA a ações físicas mais próximas da rotina doméstica.

Parceria com a startup Fourier

A Meta trabalhou com a startup chinesa Fourier no desenvolvimento do protótipo. Segundo o Olhar Digital, integrantes da equipe de robótica da empresa viajaram à China para colaborar no projeto.

A reportagem também informa que Li-Chen Miller, vice-presidente de produto para robótica da Meta, passou quase dois meses na fábrica da startup em Xangai. O Max foi apresentado a alguns funcionários da big tech durante uma cúpula interna de robótica no final de agosto deste ano.

Esse tipo de cooperação mostra que a empresa está combinando sua experiência em inteligência artificial com a estrutura de uma parceira especializada em robótica, em vez de seguir sozinha no desenvolvimento.

O que muda com o segundo protótipo

A Meta e a Fourier já começaram a trabalhar em uma nova versão do robô, chamada Max 2, em setembro. Segundo o portal, essa atualização deve trazer um torso redesenhado, mãos aprimoradas para manipulação de objetos, um projetor e sensores adicionais para navegação em escadas.

Mesmo sem detalhes sobre testes públicos ou uso comercial, a evolução do projeto sugere que a empresa quer avançar em capacidades mecânicas e de interação. Em robôs humanoides, pequenos ajustes de mobilidade e precisão fazem diferença na execução de tarefas do cotidiano.

Qual é a estratégia da Meta com esse projeto

A Meta enxerga os robôs humanoides como uma possível extensão física de seu agente de IA Muse. A ideia de longo prazo é desenvolver máquinas capazes de auxiliar em tarefas domésticas, ampliando a presença da inteligência artificial para além de telas e aplicativos.

Segundo a reportagem do The Information, a empresa informou que o trabalho com a Fourier está restrito à pesquisa e à experimentação internas. Ou seja, não há planos de comercializar as unidades neste momento.

Esse posicionamento é importante porque separa a fase atual do projeto de uma eventual linha de produtos. Por enquanto, o foco está em aprendizado técnico, teste de hardware e integração com sistemas de IA.

Por que os robôs humanoides chamam tanta atenção

Os robôs humanoides atraem interesse porque tentam reproduzir movimentos e ações pensadas para ambientes humanos. Em vez de adaptar o espaço ao robô, a proposta é adaptar o robô ao espaço já existente, como casas, escadas, objetos pequenos e tarefas simples.

No caso da Meta, a aposta parece seguir essa lógica. O Max foi projetado com mãos articuladas, sensores e recursos de interação visual e sonora, o que ajuda a imaginar usos mais próximos da rotina doméstica.

Entre os pontos que explicam o interesse do setor estão:

  • avanço da inteligência artificial
  • redução de custos de hardware
  • busca por aplicações práticas para robôs em ambientes reais
  • potencial de uso em tarefas domésticas

O que já se sabe e o que ainda não foi revelado

Até agora, as informações divulgadas indicam que o projeto existe, foi desenvolvido em parceria com a Fourier e já teve uma apresentação interna. Também há um segundo protótipo em andamento.

Por outro lado, a Meta não comentou o assunto publicamente, segundo o Olhar Digital, e não há detalhes sobre preço, lançamento ou distribuição comercial. O projeto segue como iniciativa de pesquisa.

Perguntas frequentes sobre os robôs humanoides da Meta

O que é o robô humanoide da Meta?

É um protótipo chamado Max, desenvolvido em parceria com a startup chinesa Fourier para explorar o uso de IA em tarefas domésticas.

A Meta vai vender esse robô?

Segundo a reportagem citada, não. A empresa informou que o trabalho é voltado para pesquisa e experimentação internas.

O que se sabe sobre o Max 2?

A nova versão começou a ser desenvolvida em setembro e deve trazer torso redesenhado, mãos aprimoradas, projetor e sensores adicionais para navegação em escadas.

O que observar daqui para frente

O avanço da Meta nesse campo mostra como a disputa por inteligência artificial já chegou à robótica física. Mesmo sem previsão de comercialização, o projeto ajuda a medir o apetite das big techs por soluções que aproximem IA e automação doméstica.

Se o Max evoluir de protótipo para algo mais robusto, a empresa pode ganhar experiência relevante em um setor que ainda está em formação, mas que já desperta atenção global. Por enquanto, o ponto mais importante é este: a Meta entrou na corrida dos robôs humanoides com foco em pesquisa, parceria internacional e integração com IA.