Meta deixa julgamento sobre vício em redes sociais
A Meta saiu do julgamento nos EUA após fechar acordo com uma jovem que a acusava de contribuir para problemas de saúde mental. O caso segue apenas contra a Snap, dona do Snapchat.

Em resumo
A Meta deixou o julgamento sobre vício em redes sociais nos Estados Unidos após fechar acordo com uma jovem identificada como K.D.B., de 18 anos, segundo o portal Olhar Digital. Com isso, o processo segue apenas contra a Snap, dona do Snapchat. Os valores e termos não foram divulgados.
A Meta deixou o julgamento sobre vício em redes sociais nos Estados Unidos após fechar um acordo com uma jovem que acusava suas plataformas de contribuir para problemas de saúde mental e transtornos alimentares. Segundo o portal Olhar Digital, com a negociação anunciada nesta sexta-feira (30), a empresa saiu do processo e a ação passou a seguir apenas contra a Snap, dona do Snapchat.
Os valores e os termos do acordo não foram divulgados. A informação foi confirmada pelos advogados da jovem, identificada pelas iniciais K.D.B., de 18 anos. Ela alegava que as plataformas foram projetadas para estimular o uso compulsivo, em um caso que ganhou destaque por reunir acusações envolvendo redes sociais e saúde mental.
O que aconteceu no processo
De acordo com o Olhar Digital, a Meta fechou acordo com a autora da ação e deixou de ser ré no julgamento que ocorria em Los Angeles, nos Estados Unidos. O caso, que agora segue apenas contra a Snap, é um dos processos selecionados entre milhares de ações semelhantes para servir de referência em disputas sobre o impacto das redes sociais.
A seleção dos jurados havia começado na quarta-feira (28), em tribunal de Los Angeles. O processo envolve acusações de que recursos como reprodução automática de vídeos e rolagem infinita incentivam hábitos compulsivos entre crianças e adolescentes.
Entre as alegações, a jovem afirmava que o uso das redes sociais contribuiu para o desenvolvimento de transtornos alimentares. O caso também se apoia na tese de que plataformas digitais teriam sido desenhadas para aumentar o tempo de uso e o engajamento de usuários mais jovens.
Por que a Meta saiu do julgamento
A saída da Meta ocorreu porque a empresa fechou um acordo com a autora da ação. O portal Olhar Digital informa que a negociação foi confirmada pelos advogados de K.D.B., mas não houve divulgação sobre valores ou condições do acerto.
Essa não foi a única mudança recente no processo. A Meta já havia fechado outro acordo dias antes, com S.J., uma adolescente de 16 anos. As duas jovens também encerraram suas disputas com o TikTok e o YouTube, que deixaram de fazer parte do julgamento.
Com isso, a disputa ganhou um novo formato e passou a concentrar a responsabilidade jurídica na Snap. O caso continua sendo acompanhado de perto porque pode influenciar outras ações semelhantes em andamento nos Estados Unidos.
O que está em jogo para as redes sociais
O julgamento é visto como um teste importante para processos que relacionam redes sociais e saúde mental. Segundo o Olhar Digital, a ação foi escolhida para funcionar como referência em disputas semelhantes, o que pode afetar a forma como outras empresas e autores negociam seus casos.
As acusações incluem a ideia de que recursos de design, como a rolagem infinita e a reprodução automática, podem incentivar o uso compulsivo. As autoras sustentam que esse tipo de estrutura teria contribuído para problemas como ansiedade, depressão e suicídio entre jovens.
As empresas citadas no processo negam que tenham projetado suas plataformas para causar dependência. Elas também afirmam ter adotado medidas para tornar os aplicativos ambientes mais seguros para crianças e adolescentes.
O que disse a defesa da jovem
Em comunicado, Emily Jeffcott, advogada da jovem, afirmou que a equipe está satisfeita com a solução encontrada. Segundo ela, o objetivo também é reforçar o compromisso de responsabilizar empresas de tecnologia e melhorar a segurança de crianças nas redes sociais.
A fala reforça o peso simbólico do acordo, já que o caso vinha sendo tratado como um dos mais relevantes entre as ações que discutem o impacto das plataformas digitais sobre adolescentes.
Outros acordos e decisões envolvendo a Meta
A Meta já havia fechado outros acordos nos Estados Unidos relacionados a disputas judiciais sobre suas plataformas. O Olhar Digital lembra que, em agosto, a empresa fechou acordos que podem chegar a US$ 18 bilhões com quase todos os estados e territórios estadunidenses.
Essas negociações buscaram encerrar processos apresentados por procuradores-gerais que acusavam as plataformas de prejudicar adolescentes. Como parte dos compromissos, a empresa concordou em fazer mudanças no funcionamento do Instagram e do Facebook para esse público.
Mais recentemente, a companhia também foi condenada no Novo México a pagar US$ 25 bilhões após um júri concluir que enganou usuários sobre a privacidade de seus dados e o tratamento dado a discursos de ódio no Facebook. A Meta afirmou que vai recorrer da decisão.
O que acontece agora
Com a saída da Meta, o julgamento segue com foco na Snap. A continuidade do processo mantém em debate temas como o desenho das plataformas, o impacto do uso compulsivo e a responsabilidade das empresas de tecnologia na proteção de menores.
Para quem acompanha o tema, o caso ajuda a entender como a Justiça americana tem tratado a relação entre redes sociais e saúde mental. Mesmo sem a presença da Meta no banco dos réus, a disputa continua com potencial de influenciar outras ações semelhantes.
Perguntas frequentes
Por que a Meta saiu do julgamento?
A empresa fechou um acordo com a jovem que movia a ação, segundo o portal Olhar Digital. Os termos e os valores não foram divulgados.
Quem continua no processo?
A Snap, dona do Snapchat, segue como única ré no julgamento.
O caso pode influenciar outras ações?
Sim. Segundo o Olhar Digital, o processo foi escolhido para servir de referência em disputas semelhantes envolvendo redes sociais e saúde mental.



