Tecnologia

Google Search nas escolas: entenda a nova regra

O Google passou a condicionar o acesso ao Search em escolas ao uso de algum recurso de inteligência artificial. A medida, segundo o portal Olhar Digital, abriu uma disputa sobre autonomia pedagógica, privacidade e limites da IA na educação.

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Escola com alunos e símbolos de IA em uma tela de busca do Google
Foto: Olhar Digital

Em resumo

Segundo o portal Olhar Digital, o Google determinou que escolas que usam suas ferramentas educacionais poderão perder acesso ao Google Search se não aceitarem algum recurso de IA integrado às buscas. A mudança está prevista para o início de 2027 e gerou críticas de educadores, políticos e especialistas.

O Google passou a exigir que escolas aceitem algum recurso de inteligência artificial para manter o acesso ao Google Search, segundo o portal Olhar Digital. A mudança, prevista para o início de 2027, afeta instituições que usam ferramentas educacionais da empresa e já provocou reação de educadores, políticos e especialistas.

O que muda para as escolas

De acordo com o Olhar Digital, os administradores poderão controlar os serviços individualmente, mas terão de autorizar ao menos um recurso de IA na busca para continuar oferecendo o Google Search aos estudantes. Na prática, isso significa que a escola poderá manter alguns serviços desativados, mas não conseguirá liberar o buscador sem aceitar a integração com inteligência artificial.

A empresa informou que os recursos ficarão desativados por padrão até que a instituição autorize o uso. Entre as opções citadas estão Gemini, Gemini Notebook e Google Search.

Por que a decisão gerou reação

A medida foi criticada porque liga o acesso a um serviço essencial à adoção de uma tecnologia que ainda divide opiniões no ambiente escolar. Segundo o portal, a nova política foi anunciada na terça-feira, dia 3, e recebeu críticas de educadores, políticos e especialistas.

Lina Khan, ex-presidente da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, afirmou que o Google estaria usando sua posição nas buscas para pressionar as escolas. Já o senador Bernie Sanders classificou a iniciativa como extorsão. Richard Blumenthal disse que a empresa estaria mais preocupada em impor o Gemini do que em ajudar os estudantes.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, também questionou o poder de uma companhia sobre políticas de ensino.

O que o Google disse

Segundo o Olhar Digital, Chris Phillips, vice-presidente e gerente-geral de educação do Google, explicou ao The New York Times que os serviços estão profundamente conectados. Ele afirmou que, sem a autorização para o recurso de IA, os estudantes receberão uma mensagem de indisponibilidade.

Em resposta às críticas, o Google publicou na rede social X que ouviu os educadores. A empresa disse que deixar os recursos de IA desativados por padrão atende aos pedidos por mais controle e que continuará trabalhando com as escolas para oferecer mais opções e aprimorar a busca para a aprendizagem.

Impacto na rotina escolar

A mudança acontece em um momento em que redes públicas e especialistas já discutem limites para o uso de IA na educação. O texto do Olhar Digital informa que as redes públicas de Nova York e Los Angeles estabeleceram proibições temporárias ao uso de IA generativa nas escolas de ensino fundamental, enquanto avaliam segurança e regras.

Entre as preocupações mais citadas estão:

  • perda de habilidades cognitivas
  • vieses algorítmicos
  • aprofundamento das desigualdades educacionais
  • risco de facilitar cola e respostas prontas
  • redução do incentivo à pesquisa independente

Educadores temem que resumos gerados por IA na busca desestimulem o estudo e o pensamento crítico. Já especialistas ouvidos no material alertam para a dependência de plataformas controladas por grandes empresas e para a influência dessas ferramentas sobre a rotina de aprendizagem.

O que está em jogo para estudantes e gestores

O ponto central da discussão é a autonomia das instituições. As escolas poderão escolher quais ferramentas usar, mas precisarão aceitar algum nível de IA para manter o buscador disponível. Isso coloca gestores diante de uma decisão delicada: liberar a busca com recursos de IA ou restringir o acesso ao Google Search.

O debate também toca na presença do Google dentro da educação. Segundo a empresa, 150 milhões de estudantes e professores usam o Google Classroom em todo o mundo. Muitos alunos também dependem de Chromebooks fornecidos pelas próprias instituições.

Para quem acompanha o tema, a mudança não envolve apenas tecnologia. Ela também levanta dúvidas sobre privacidade, controle pedagógico e dependência de plataformas digitais em sala de aula.

E no Brasil?

O Olhar Digital informa que o Conselho Nacional de Educação (CNE) também discute limites para o uso de inteligência artificial no ensino. O órgão apresentou propostas para regulamentar a tecnologia e apontou riscos ligados à perda de habilidades cognitivas, a vieses algorítmicos e ao aprofundamento das desigualdades educacionais.

A matéria também registra que o portal entrou em contato com o Google para saber se a regra valerá para escolas brasileiras e quando isso pode ocorrer. Até o momento da publicação original, a empresa ainda não havia informado esse ponto.

Perguntas frequentes

As escolas vão perder o Google Search imediatamente?

Não. Segundo o Olhar Digital, a implementação está prevista para o início de 2027.

As instituições poderão desativar todos os recursos de IA?

Não totalmente. A escola poderá controlar os serviços individualmente, mas precisará aceitar algum recurso de IA na busca para manter o Google Search.

A regra vale para o Brasil?

Ainda não há confirmação no material fornecido. O portal informou que perguntou ao Google se a medida também valerá para escolas brasileiras e aguarda resposta.

Resumo da mudança

Em resumo, o Google decidiu vincular o acesso ao Search em escolas à autorização de algum recurso de inteligência artificial. A medida foi recebida com críticas por parte de especialistas e autoridades, que veem risco à autonomia das escolas e à formação dos alunos.

Ao mesmo tempo, a empresa sustenta que está ouvindo os educadores e oferecendo mais controle às instituições. O resultado é um debate que deve seguir em alta até a entrada da regra em vigor, no início de 2027.