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Fábrica da Land Rover no RJ pode virar polo da Chery

A antiga fábrica da Land Rover em Itatiaia, no Rio de Janeiro, voltou ao centro das atenções com o interesse da Chery. Segundo o Canaltech, a possível mudança depende da manutenção de incentivos fiscais e de requisitos legais.

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Antiga fábrica da Land Rover em Itatiaia, no RJ, com possibilidade de uso pela Chery
Foto: Cláudia fotógrafa artista / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Em resumo

A antiga fábrica da Land Rover em Itatiaia, no sul do Rio de Janeiro, pode ser usada pela Chery, segundo o Canaltech. A negociação depende da manutenção dos incentivos fiscais, do cumprimento de exigências legais e da formalização das conversas após a transição política no estado.

A antiga fábrica da Land Rover em Itatiaia, no sul do Rio de Janeiro, pode se tornar um polo produtivo da Chery, segundo o portal Canaltech. A possibilidade depende da manutenção dos incentivos fiscais concedidos à Jaguar Land Rover e do cumprimento das contrapartidas previstas em contrato.

O tema voltou ao radar após a fabricante britânica encerrar, há quatro meses, a produção dos modelos Discovery Sport e Range Rover Evoque no local. Desde então, o governo estadual afirmou que uma eventual nova operadora pode herdar os benefícios tributários, desde que atenda aos requisitos legais.

O que está em discussão em Itatiaia

A fábrica de Itatiaia entrou em uma fase de incerteza após a saída da Jaguar Land Rover. Agora, o debate gira em torno de quem poderá assumir a estrutura e sob quais condições. Segundo o Canaltech, a Chery acompanha de perto essa possibilidade e avalia usar o complexo para ampliar sua presença industrial no Brasil.

O ponto central não é apenas a ocupação da planta, mas a continuidade do pacote de incentivos. O governo do Rio de Janeiro indicou que a manutenção desses benefícios é possível, desde que a nova empresa assuma as obrigações já estabelecidas para a operação no local.

Por que a Chery olha para a unidade

De acordo com o Canaltech, o objetivo da Chery é utilizar as instalações de Itatiaia para montar modelos das divisões Omoda e Jaecoo, independentemente da sua aliança societária com a Caoa. A estratégia reforça a intenção da marca de ampliar sua estrutura produtiva no país.

A planta tem peso estratégico porque já conta com infraestrutura industrial instalada e porque sua retomada pode preservar empregos e movimentar a cadeia automotiva regional. Além disso, o uso da unidade pode ajudar a Chery a avançar com uma operação mais robusta no mercado brasileiro.

O que muda no modelo de produção

O Canaltech informa que a Chery estuda modernizar a fábrica para operar no sistema CKD, sigla para montagem com mais peças avulsas. Esse formato é diferente do processo SKD usado anteriormente pela Jaguar Land Rover, em que os carros chegam parcialmente montados.

Na prática, a mudança pode elevar o nível de complexidade da produção e também o valor agregado regional, já que exige mais etapas industriais e maior integração com fornecedores locais.

Entre os pontos citados na apuração estão:

  • possível modernização da planta para CKD;
  • maior uso de peças avulsas na montagem;
  • potencial aumento do valor agregado regional;
  • continuidade da estrutura industrial já existente.

Empregos seguem sob atenção

Mesmo com a fábrica sem produzir desde julho, cerca de 380 funcionários seguem contratados e com remuneração integral, segundo o Canaltech. Parte da equipe foi direcionada para programas de reciclagem técnica e cursos de pós-graduação enquanto o maquinário permanece intacto.

Esse ponto é relevante porque a preservação dos empregos qualificados é tratada como prioridade regional para a retomada do complexo industrial. Em outras palavras, a discussão sobre o futuro da unidade não envolve apenas investimento produtivo, mas também a manutenção de mão de obra especializada já formada.

Quando as conversas podem avançar

A expectativa do setor e do sindicato local é que as conversas sejam formalizadas após a posse do novo governo estadual, depois das eleições. O Canaltech destaca que a transição política no estado deu novo fôlego ao debate sobre o destino da fábrica.

Até lá, a definição depende de articulações institucionais e da confirmação das condições para a eventual sucessão da unidade. O cenário ainda está em aberto, mas há sinalização de que o ativo industrial continua relevante para novos projetos automotivos.

O que diz o governo estadual

Segundo o material citado pelo Canaltech, o governo estadual confirmou que uma sucessora pode herdar os benefícios tributários, desde que cumpra os requisitos legais e assuma as contrapartidas contratuais. Esse é o principal ponto que sustenta a possibilidade de mudança de operação sem perda automática dos incentivos.

Essa posição é importante porque ajuda a manter a fábrica como ativo estratégico para o estado. Sem a continuidade dos benefícios, a atratividade do complexo poderia cair, o que dificultaria a entrada de uma nova montadora ou operação industrial.

Perguntas frequentes

A fábrica da Land Rover no RJ vai mesmo ser usada pela Chery?

Segundo o Canaltech, a Chery segue de olho na unidade de Itatiaia, mas a confirmação depende de negociações e das condições ligadas aos incentivos fiscais.

A nova operação pode manter os incentivos fiscais?

Sim. O governo estadual afirmou que uma eventual sucessora pode herdar os benefícios tributários, desde que cumpra os requisitos legais e as contrapartidas contratuais.

Os empregos na fábrica estão ameaçados?

Até o momento, cerca de 380 funcionários seguem contratados e com remuneração integral, enquanto a unidade permanece sem produção desde julho.

O que observar daqui para frente

O futuro da antiga fábrica da Land Rover no RJ depende de três fatores principais: a decisão sobre os incentivos fiscais, a formalização das conversas após a transição política e o modelo industrial que a Chery pretende adotar. Se a negociação avançar, Itatiaia pode ganhar novo protagonismo na produção automotiva nacional.

Por enquanto, o cenário é de expectativa, mas com sinais claros de interesse da montadora chinesa em transformar a planta em uma base produtiva relevante no Brasil.