Fábrica da Land Rover no RJ pode virar polo da Chery
A antiga fábrica da Land Rover em Itatiaia, no Rio de Janeiro, voltou ao centro das atenções com o interesse da Chery. Segundo o Canaltech, a possível mudança depende da manutenção de incentivos fiscais e de requisitos legais.

Em resumo
A antiga fábrica da Land Rover em Itatiaia, no sul do Rio de Janeiro, pode ser usada pela Chery, segundo o Canaltech. A negociação depende da manutenção dos incentivos fiscais, do cumprimento de exigências legais e da formalização das conversas após a transição política no estado.
A antiga fábrica da Land Rover em Itatiaia, no sul do Rio de Janeiro, pode se tornar um polo produtivo da Chery, segundo o portal Canaltech. A possibilidade depende da manutenção dos incentivos fiscais concedidos à Jaguar Land Rover e do cumprimento das contrapartidas previstas em contrato.
O tema voltou ao radar após a fabricante britânica encerrar, há quatro meses, a produção dos modelos Discovery Sport e Range Rover Evoque no local. Desde então, o governo estadual afirmou que uma eventual nova operadora pode herdar os benefícios tributários, desde que atenda aos requisitos legais.
O que está em discussão em Itatiaia
A fábrica de Itatiaia entrou em uma fase de incerteza após a saída da Jaguar Land Rover. Agora, o debate gira em torno de quem poderá assumir a estrutura e sob quais condições. Segundo o Canaltech, a Chery acompanha de perto essa possibilidade e avalia usar o complexo para ampliar sua presença industrial no Brasil.
O ponto central não é apenas a ocupação da planta, mas a continuidade do pacote de incentivos. O governo do Rio de Janeiro indicou que a manutenção desses benefícios é possível, desde que a nova empresa assuma as obrigações já estabelecidas para a operação no local.
Por que a Chery olha para a unidade
De acordo com o Canaltech, o objetivo da Chery é utilizar as instalações de Itatiaia para montar modelos das divisões Omoda e Jaecoo, independentemente da sua aliança societária com a Caoa. A estratégia reforça a intenção da marca de ampliar sua estrutura produtiva no país.
A planta tem peso estratégico porque já conta com infraestrutura industrial instalada e porque sua retomada pode preservar empregos e movimentar a cadeia automotiva regional. Além disso, o uso da unidade pode ajudar a Chery a avançar com uma operação mais robusta no mercado brasileiro.
O que muda no modelo de produção
O Canaltech informa que a Chery estuda modernizar a fábrica para operar no sistema CKD, sigla para montagem com mais peças avulsas. Esse formato é diferente do processo SKD usado anteriormente pela Jaguar Land Rover, em que os carros chegam parcialmente montados.
Na prática, a mudança pode elevar o nível de complexidade da produção e também o valor agregado regional, já que exige mais etapas industriais e maior integração com fornecedores locais.
Entre os pontos citados na apuração estão:
- possível modernização da planta para CKD;
- maior uso de peças avulsas na montagem;
- potencial aumento do valor agregado regional;
- continuidade da estrutura industrial já existente.
Empregos seguem sob atenção
Mesmo com a fábrica sem produzir desde julho, cerca de 380 funcionários seguem contratados e com remuneração integral, segundo o Canaltech. Parte da equipe foi direcionada para programas de reciclagem técnica e cursos de pós-graduação enquanto o maquinário permanece intacto.
Esse ponto é relevante porque a preservação dos empregos qualificados é tratada como prioridade regional para a retomada do complexo industrial. Em outras palavras, a discussão sobre o futuro da unidade não envolve apenas investimento produtivo, mas também a manutenção de mão de obra especializada já formada.
Quando as conversas podem avançar
A expectativa do setor e do sindicato local é que as conversas sejam formalizadas após a posse do novo governo estadual, depois das eleições. O Canaltech destaca que a transição política no estado deu novo fôlego ao debate sobre o destino da fábrica.
Até lá, a definição depende de articulações institucionais e da confirmação das condições para a eventual sucessão da unidade. O cenário ainda está em aberto, mas há sinalização de que o ativo industrial continua relevante para novos projetos automotivos.
O que diz o governo estadual
Segundo o material citado pelo Canaltech, o governo estadual confirmou que uma sucessora pode herdar os benefícios tributários, desde que cumpra os requisitos legais e assuma as contrapartidas contratuais. Esse é o principal ponto que sustenta a possibilidade de mudança de operação sem perda automática dos incentivos.
Essa posição é importante porque ajuda a manter a fábrica como ativo estratégico para o estado. Sem a continuidade dos benefícios, a atratividade do complexo poderia cair, o que dificultaria a entrada de uma nova montadora ou operação industrial.
Perguntas frequentes
A fábrica da Land Rover no RJ vai mesmo ser usada pela Chery?
Segundo o Canaltech, a Chery segue de olho na unidade de Itatiaia, mas a confirmação depende de negociações e das condições ligadas aos incentivos fiscais.
A nova operação pode manter os incentivos fiscais?
Sim. O governo estadual afirmou que uma eventual sucessora pode herdar os benefícios tributários, desde que cumpra os requisitos legais e as contrapartidas contratuais.
Os empregos na fábrica estão ameaçados?
Até o momento, cerca de 380 funcionários seguem contratados e com remuneração integral, enquanto a unidade permanece sem produção desde julho.
O que observar daqui para frente
O futuro da antiga fábrica da Land Rover no RJ depende de três fatores principais: a decisão sobre os incentivos fiscais, a formalização das conversas após a transição política e o modelo industrial que a Chery pretende adotar. Se a negociação avançar, Itatiaia pode ganhar novo protagonismo na produção automotiva nacional.
Por enquanto, o cenário é de expectativa, mas com sinais claros de interesse da montadora chinesa em transformar a planta em uma base produtiva relevante no Brasil.



